06/05/2026

Quer tornar sua imaginação mais vívida? Tente música ou barulho de trânsito

Redação do Diário da Saúde

Afiando a imaginação

O quadro não deve lhe ser estranho: Você ficou preso em um congestionamento, aumentou o volume da música e logo se deu conta de que estava perdido em devaneios.

Você não foi o único a viver essa situação, e os cientistas acreditam que há uma explicação para isso - e outros modos de obter o mesmo efeito sem precisar sair caçando engarrafamentos de trânsito.

Os resultados da pesquisa indicam que tanto a música quanto o ruído do trânsito podem tornar a imaginação das pessoas mais vívida.

"Nós imaginamos no ônibus, nas salas de espera ou com o trânsito do lado de fora da janela. Este estudo buscou entender como esses sons cotidianos, especialmente a música e o ruído, podem realmente mudar a maneira como imaginamos as coisas," destacou Jon Prince, da Universidade Murdoch (Austrália).

Para testar o conceito, a equipe coletou dados de 107 estudantes universitários. Cada participante assistiu a um vídeo curto de um personagem caminhando em direção a uma montanha distante e, em seguida, fechou os olhos e imaginou continuar a jornada por 90 segundos. Enquanto imaginavam, eles ouviam música, ruído do trânsito, ambos ou nada.

Após cada teste, os participantes responderam a uma série de perguntas sobre sua imaginação, avaliaram a vivacidade de suas imagens e as descreveram por escrito.

"Surpreendentemente, nós descobrimos que tanto a música quanto ruídos potencialmente perturbadores, como o tráfego, tornam a imaginação das pessoas mais vívida em comparação com o silêncio," disse Prince. "No entanto, quando as pessoas ouviam música, suas viagens imaginadas eram mais positivas e emotivas. Adicionar ruído de tráfego à música atenuava um pouco esse efeito," acrescentou a pesquisadora Ceren Ayyildiz, coautora da pesquisa.

Curiosamente, a equipe também descobriu que a música faz as pessoas sentirem como se tivessem viajado por períodos mais longos e por distâncias maiores. O barulho do trânsito não gerou esse efeito.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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