15/12/2025
Microrrobôs levarão medicamentos só onde são necessários, evitando efeitos colaterais
Redação do Diário da Saúde

Este é mais recente micro robô desenvolvido pela equipe, que pretende chegar em breve aos testes clínicos.[Imagem: Luca Donati/lad.studio Zurich]
Remédio só onde é necessário
Tratamentos medicamentosos sistêmicos frequentemente causam efeitos colaterais indesejados devido à sua ação em partes do corpo onde não deveriam agir, o que é responsável por quase um terço das falhas de novos medicamentos em ensaios clínicos.
Isso ilustra a necessidade de estratégias de administração de medicamentos precisas e direcionadas, o que tem levado ao desenvolvimento de robôs nas escalas micro (10-6 metro) e nano (10-9 metro), projetados para administrar medicamentos diretamente nos tecidos doentes.
No entanto, a transposição dessas tecnologias para a prática clínica ainda enfrenta vários desafios, já que exige a integração perfeita das funções de locomoção, navegação, administração de medicamentos e imagem em um único robô minúsculos, garantindo também o uso de materiais biocompatíveis e biodegradáveis.
Fabian Landers e colegas do Instituto de Tecnologia de Zurique (Suíça) obtiveram agora um avanço marcante nessa área com uma plataforma microrrobótica modular, guiada magneticamente de fora do corpo, que integra um sistema de navegação eletromagnética com um cateter, para liberação personalizada de medicamentos, e uma cápsula dissolúvel, que leva o medicamento.
 Representação gráfica das diversas opções de navegação dos microrrobôs. [Imagem: ETH Zurich]
Robô de gelatina
Cada microrrobô, sem fio e feito de uma gelatina biocompatível, não é mais do que uma pequena esfera. Mas isso é suficiente para levar nanopartículas magnéticas e rádio-opacas, além de agentes terapêuticos, permitindo que cada partícula robótica seja guiada com precisão até um local alvo no corpo, enquanto é rastreada em tempo real por meio de imagens de raios X.
Após o uso, o microrrobô recebe um comando para se dissolver com segurança no corpo.
A equipe já testou os microrrobôs in vitro, usando modelos de vasculatura humana, e in vivo, em ovelhas e porcos, em condições clínicas realistas, demonstrando as capacidades do sistema.
"Embora ainda haja muito trabalho a ser feito para traduzir completamente essa tecnologia em prática clínica, nossos resultados fornecem uma estrutura robusta para abordar os desafios complexos associados à administração direcionada de medicamentos," escreveu a equipe.
Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br
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