06/04/2026

Movimentos fetais reforçam vínculo entre mãe e bebê

Redação do Diário da Saúde
Movimentos fetais reforçam vínculo entre mãe e bebê
Os movimentos do bebê na barriga criam um forte vínculo emocional entre a mãe e o bebê.[Imagem: Diário da Saúde/Gerado por IA]

Oi mamãe, estou aqui

Quanto mais o bebê se mexe na barriga da mãe, maior é o vínculo que se cria entre os dois.

Cientistas registraram os movimentos do feto em 51 grávidas, e os dados mostraram uma forte associação entre a frequência mais alta de movimentos do feto e o maior vínculo materno.

"Assim, a atenção consciente a esses sinais pode ser uma estratégia eficaz para fortalecer o vínculo pré-natal e promover cuidados mais atentos e sensíveis após o nascimento do bebê," afirmam Kathy Ayala e colegas da Universidade de Yale (EUA).

Os movimentos fetais representam a forma mais precoce e evidente da interação do feto com o ambiente, transmitindo à grávida uma sensação de segurança quanto à saúde e ao desenvolvimento do bebê. Pelo sentimento de presença que geram, esses movimentos contribuem para o vínculo emocional que se cria durante a gravidez, denominado vínculo materno-fetal (VMF), ajudando a formar imagens mentais do bebê e preparando emocionalmente os pais para os cuidados da parentalidade.

Estudos anteriores revelaram que contar os movimentos fetais aumenta significativamente os níveis de VMF, e que mães que sentem mais movimentos do feto apresentam níveis mais elevados de VMF em comparação com aquelas que sentem menos. No entanto, o que os pesquisadores queriam saber é se essa associação resulta apenas da percepção subjetiva das grávidas, ou se existe, de fato, uma relação mensurável entre a atividade real do feto e o vínculo emocional que se estabelece durante a gravidez.

Percepção objetiva

Para responder a essa questão, as pesquisadoras registraram os movimentos dos fetos de 51 grávidas no terceiro trimestre de gestação, através de um aparelho chamado actocardiógrafo. Um questionário específico monitorou os níveis de VMF (Vínculo Materno-Fetal).

"Embora os nossos resultados estejam alinhados com estudos anteriores, o trabalho que desenvolvemos vai mais longe ao usar medições objetivas dos movimentos fetais, em vez de depender apenas da percepção materna," comentou a professor Helena Rutherford. "Ao recorrer a um actocardiógrafo fetal, conseguimos captar movimentos não percebidos pela mãe, o que permite uma análise mais rigorosa e imparcial da relação entre atividade fetal e vínculo pré-natal."

Os resultados mostraram que, quanto mais ativo é o feto, mais forte tende a ser o vínculo emocional da mãe com o bebê. Esta relação manteve-se mesmo quando se consideraram outros fatores que poderiam influenciar esse vínculo, como o estado emocional da grávida, o tempo de gestação, o número de gravidezes anteriores ou o fato de saber ou não o sexo do bebê.

Estes resultados reforçam a importância dos movimentos do bebê durante a gravidez, não apenas como sinais de saúde, mas também como uma forma de comunicação que ajuda a fortalecer o vínculo emocional entre mãe e filho. Mesmo quando não são conscientemente percebidos, os movimentos fetais parecem desempenhar um papel ativo na criação dessa ligação afetiva.

"Considerando que o VMF está associado a interações mãe-bebê mais envolvidas e estimulantes no pós-parto, compreender estas associações pré-natais oferece pistas valiosas sobre como os processos psicológicos e relacionais precoces moldam o desenvolvimento ao longo do período perinatal," concluiu Ayala.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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