19/03/2020

Novo material flexível tem propriedades ideais para substituir tecidos humanos

Redação do Diário da Saúde
Novo material flexível tem propriedades ideais para substituir tecidos humanos
O nariz impresso em 3D na imagem é um exemplo de como o material pode funcionar como um possível substituto para a cartilagem.[Imagem: Anna Lena Lundqvist/Chalmers]

Tecnologia médica

Pesquisadores suecos criaram um novo material semelhante à borracha, mas com um conjunto exclusivo de propriedades que o torna adequado para funcionar como um substituto para o tecido humano em procedimentos médicos.

Colocar materiais artificiais no corpo apresenta muitos riscos, como infecções e rejeições. Muitas das substâncias usadas hoje, incluindo alguns campeões de mercado usados em reparações cosméticas, são tóxicas demais, afirmam Anand Rajasekharan e seus colegas da Universidade de Tecnologia de Chalmers (Suécia).

Assim, existe uma grande demanda por novos materiais de origem natural e biocompatíveis, adequados à integração com o corpo.

Anand Rajasekharan desenvolveu um material que consiste apenas em componentes que já demonstraram funcionar bem no corpo.

A base do material é a mesma do acrílico, um material comum em aplicações de tecnologia médica. Ao redesenhar sua composição e usar um processo chamado nanoestruturação, a equipe deu ao material uma combinação única de propriedades.

Material antibacteriano

A intenção inicial dos pesquisadores era produzir um material duro como os ossos humanos, também para implantes, mas eles se depararam com resultados surpreendentes: o material era tudo, menos duro. De fato, ele é tão flexível quanto a maioria dos tecidos humanos.

"Ficamos realmente surpresos que o material se tornasse muito macio, flexível e extremamente elástico. Concluímos que ele não funcionaria como material de reposição óssea. Mas as novas e inesperadas propriedades tornaram nossa descoberta igualmente empolgante," disse Anand.

Na verdade, essas propriedades tornam o novo material muito versátil, ideal para uma infinidade de usos médicos, o que explica porque sua apresentação chamou a atenção de várias empresas do setor.

"A primeira aplicação que estamos analisando agora são os cateteres urinários. O material pode ser construído de forma a impedir o crescimento de bactérias em sua superfície, o que significa que ele é totalmente talhado para uso médico," disse o professor Martin Andersson.

"Fiquei satisfeito ao ver tanto interesse real em nosso material. É promissor em termos de atingir nossa meta, que é proporcionar benefício social real," concluiu Anand.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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