17/11/2015

Óculos eletrônicos tratam olho preguiçoso

Redação do Diário da Saúde
Óculos eletrônicos para ampliopia
Este é o primeiro tratamento novo para olho preguiçoso que se mostra eficaz nos últimos 50 anos. [Imagem: American Academy of Ophthalmology]

Ambliopia

Óculos digitais programáveis corrigem a condição conhecida como "olho preguiçoso" tão bem quanto a aplicação de curativos tapa-olhos, mas tem vantagens ao melhorar a visão das crianças.

Este é o primeiro tratamento novo para olho preguiçoso que se mostra eficaz nos últimos 50 anos.

O olho preguiçoso, ou ambliopia, continua a ser a causa mais comum de deficiência visual grave em crianças. A ambliopia é a má-visão em um olho que não se desenvolveu normalmente durante a primeira infância.

Isso pode ocorrer quando um olho é muito mais míope do que o outro, ou quando um olho vagueia ou se desvia para dentro, como no estrabismo.

A criança precisa receber tratamento enquanto os seus olhos e cérebro ainda estão em desenvolvimento, ou pode tornar-se cega no olho mais fraco.

Oclusor ocular eletrônico

A técnica mundialmente utilizada para tratar a ambliopia é o oclusor ocular, um curativo que tapa o olho com a melhor visão, forçando o cérebro a contar unicamente com o chamado olho preguiçoso. Durante o processo, a visão melhora, embora muitas crianças ainda precisem usar óculos para corrigir a visão.

Em comparação, os óculos eletrônicos criados por uma equipe da Universidade de Indiana (EUA) combinam a oclusão do olho com a correção da visão.

Como são feitas de LCD, o mesmo material usado nas telas de TV e monitores de computador, as lentes podem ser programadas para ficar totalmente opacas, ocluindo a visão no olho esquerdo ou direito em intervalos de tempo diferentes, agindo como um curativo digital que pode ser ligado e desligado.

Além disso, as lentes podem ser configuradas para se ajustar à prescrição oftalmológica de cada criança.

No teste clínico, conduzido com 33 crianças, os óculos eletrônicos produziram os mesmos efeitos que o oclusor tradicional, mas foram mais facilmente aceitos pelas crianças, além de representarem um claro benefício estético.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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