27/09/2019

Perda de memória no Alzheimer revertida por aparelho de ondas eletromagnéticas

Redação do Diário da Saúde
Perda de memória no Alzheimer revertida por aparelho de ondas eletromagnéticas
O resultado do gorro eletromagnético contra Alzheimer foi tão bom que os pacientes não queriam devolvê-lo após os testes. [Imagem: Gary Arendash et al. - 10.3233/JAD-190367]

Estimulação transcraniana contra Alzheimer

Finalmente há notícias encorajadoras para milhões de pessoas que sofrem da doença de Alzheimer.

Um ensaio clínico aberto mostrou uma reversão do comprometimento cognitivo em pacientes com doença de Alzheimer após apenas dois meses de tratamento usando uma espécie de gorro usado em casa.

Após dois meses recebendo o tratamento envolvendo a estimulação eletromagnética transcraniana, o declínio médio da memória em quase todos os pacientes foi revertido para seus melhores níveis cognitivos de um ano antes.

Os resultados apontam para um potencial avanço no tratamento do Alzheimer, com a estimulação não invasiva aparentemente afetando o processo da doença diretamente nas células cerebrais.

Os resultados demonstram que a técnica foi segura para todos os oito pacientes participantes, acometidos por Alzheimer de leve a moderada, melhorando o desempenho cognitivo em sete deles, conforme medido pelo escore ADAS-cog, que é a referência para testar a terapêutica da doença de Alzheimer.

Não queriam devolver

Os pesquisadores haviam demonstrado anteriormente que o tratamento de camundongos com ondas eletromagnéticas na faixa de radiofrequência resultou na proteção contra o comprometimento da memória em animais jovens, e na reversão do comprometimento da memória em animais idosos.

Para o presente estudo clínico em humanos, eles usaram o mesmo tratamento (duas vezes ao dia por 1 hora), desenvolvendo para isso um dispositivo de vestir chamado MemorEM. O gorro possui vários emissores que são ativados sequencialmente, com os tratamentos facilmente administrados em casa pelo cuidador do paciente. Além disso, o dispositivo permite uma mobilidade quase completa para realizar quase todas as atividades domésticas durante os tratamentos.

"Talvez a melhor indicação de que os dois meses de tratamento tenham um efeito clinicamente importante sobre os pacientes com Alzheimer neste estudo seja que nenhum dos pacientes queria devolver o dispositivo para a Universidade do Sul da Flórida após a conclusão do estudo," contou o Dr. Gary Arendash, responsável pelo ensaio.

Os pesquisadores acreditam que a estimulação magnética transcraniana pode ser uma intervenção terapêutica totalmente nova contra a doença de Alzheimer e que a tecnologia de bioengenharia do NeuroEM pode ter sucesso onde a terapia medicamentosa contra essa doença devastadora falhou até agora.

Com base nos resultados e no entusiasmo pelo tratamento contínuo que todos os pacientes expressaram, todos foram convidados e aceitaram participar de uma extensão do ensaio, que já está em andamento, previsto para durar 17 meses.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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