22/06/2022

Por que o pigmento nem sempre retorna no vitiligo?

Redação do Diário da Saúde
Por que o pigmento nem sempre retorna no vitiligo?
Em alguns pacientes, os tratamentos não conseguem trazer de volta a pigmentação da pele mesmo quando o vitiligo para de avançar.[Imagem: James Heilman/Wikimedia Commons]

Redes celulares

Redes de comunicação célula a célula até agora desconhecidas podem perpetuar a inflamação e impedir a repigmentação da pele em pessoas com vitiligo.

"Neste estudo, nós descobrimos redes de comunicação célula a célula entre queratinócitos, células imunes e melanócitos, que conduzem a inflamação e impedem a repigmentação causada pelo vitiligo," explicou o professor Anand Ganesan, da Universidade da Califórnia em Irvine (EUA).

"Esta descoberta nos permitirá determinar por que manchas brancas continuam a persistir na doença de vitiligo estável, o que pode levar a novas terapêuticas para tratar esta doença," acrescentou o pesquisador, destacando o papel dessas novas redes nos pacientes cuja doença não está mais avançando.

O vitiligo é uma doença autoimune da pele que se caracteriza pela destruição progressiva dos melanócitos, que são células maduras formadoras de melanina na pele. A destruição é causada por células imunes chamadas células T CD8+ autorreativas, e o efeito disso é o aparecimento de manchas brancas, causadas pela despigmentação da pele.

Vitiligo ativo e estável

A destruição dos melanócitos no vitiligo ativo é mediada por células T CD8+, mas até agora o motivo pelo qual as manchas brancas na doença estável persistem era pouco compreendido.

"Até agora, a interação entre células imunes, melanócitos e queratinócitos in situ na pele humana era difícil de estudar devido à falta de ferramentas adequadas," disse a pesquisadora Jessica Shiu. "Ao combinar imagens de microscopia multifotônica não invasiva (MPM) e sequenciamento de RNA de célula única (scRNA-seq), identificamos subpopulações distintas de queratinócitos na pele lesionada de pacientes com vitiligo estável, juntamente com mudanças nas composições celulares na pele com vitiligo estável, que conduzem à persistência da doença."

Nos pacientes que responderam ao tratamento com enxerto, essas alterações foram revertidas, confirmando seu papel na persistência da doença.

Os resultados deste estudo levantam a possibilidade de direcionar o metabolismo dos queratinócitos no tratamento do vitiligo. Antes disso, porém, mais estudos são necessários para melhorar a compreensão de como os estados de queratinócitos afetam o microambiente tecidual e contribuem para a patogênese da doença.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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