|
|
|
|
|
|
||
|
|
30/03/2026 Revestimento de hortelã protege equipamentos médicos contra superbactériasRedação do Diário da Saúde![]()
Revestimento de dispositivos médicos com óleo essencial de hortelã-pimenta aplicado por plasma.[Imagem: Flinders University]
Revestimento de menta Conforme as bactérias resistentes aos antibióticos - multirresistentes, ou superbactérias - assustam o mundo todo ao resistirem aos medicamentos, Trong Luu e colegas da Universidade Flinders (Austrália) acenam com uma esperança eficaz e natural. A equipe criou um revestimento, feito com óleo essencial de hortelã-pimenta, para ser aplicado nas superfícies dos dispositivos médicos, oferecendo uma maneira mais segura e eficaz de proteger os pacientes contra infecções e inflamações, que podem passar de um paciente para outro, eventualmente se alastrando por hospitais inteiros. A ideia surgiu depois que os cientistas perceberam que comer folhas de hortelã-pimenta alivia significativamente a dor de garganta, o que os inspirou a explorar a hipótese de que a bioatividade da hortelã poderia ser convertida em um revestimento durável para ser aplicado aos equipamentos médicos. A hipótese mostrou-se correta: A equipe utilizou plasma sob pressão atmosférica para transformar o óleo essencial de hortelã-pimenta em uma película ultrafina que adere firmemente à superfície de todos os tipos de materiais médicos, oferecendo uma proteção inusitada contra as bactérias. "Este processo não requer aquecimento nem produtos químicos nocivos e preserva muitos dos grupos biologicamente ativos do óleo," explicou o professor Krasimir Vasilev. "Ele permite a fabricação de revestimentos robustos e estáveis, pois o plasma reorganiza as moléculas de óleo em uma estrutura reticulada que resiste à degradação." ![]() O revestimento em nanoescala protegeu contra infecções, inflamações e estresse oxidativo, mantendo-se compatível com o tecido humano. [Imagem: Trong Quan Luu et al. - 10.1002/smll.202510552] Proteção contra superbactérias Os cateteres urinários foram escolhidos para os testes iniciais do novo revestimento antibacteriano porque esses dispositivos são frequentemente associados a infecções e desconforto para os pacientes. "As infecções do trato urinário associadas a cateteres estão entre as infecções hospitalares mais comuns e contribuem significativamente para o desconforto do paciente, internações prolongadas, maiores custos de tratamento e aumento da mortalidade," disse o professor Vi Truong, membro da equipe. O revestimento demonstrou forte ação antibacteriana contra patógenos importantes, como E. coli e Pseudomonas aeruginosa, matando as bactérias por contato sem a necessidade de ingestão ou aplicação de medicamentos no corpo. Além disso, o material mostrou-se totalmente benigno com as células saudáveis do corpo humano. A equipe espera que seu material de origem natural inspire uma nova geração de revestimentos médicos que utilizem compostos naturais, melhorando o conforto do paciente e reduzindo os riscos de infecção. Eles afirmam estar empenhados em prosseguir no desenvolvimento da tecnologia, o que exigirá apoio da indústria para ajudar na comercialização. Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br URL: A informação disponível neste site é estritamente jornalística, não substituindo o parecer médico profissional. Sempre consulte o seu médico sobre qualquer assunto relativo à sua saúde e aos seus tratamentos e medicamentos. |
|