29/06/2020

Somos todos muito parecidos, diz pesquisa feita em 62 países

Redação do Diário da Saúde
Somos todos muito parecidos, diz pesquisa feita em 62 países
Pessoas de diferentes países não são tão diferentes quanto se pensava, e as pessoas do mesmo país não são tão parecidas quanto se esperava.[Imagem: CC0 Public Domain/Pixabay]

Mundo humano

A pedra angular da discriminação e do preconceito é a crença de que outras pessoas - sejam pessoas de outras etnias ou de outros países - são diferentes. Para os preconceituosos, "os outros" experimentam a vida de maneira diferente, reagem de maneira diferente, pensam de maneira diferente.

Ocorre que, como a imensa maioria das pessoas de bom senso sabe, essa separação entre "nós" e "os outros" não se sustenta.

Um novo argumento para apoiar o bom senso veio agora de um estudo inédito - e de uma amplitude sem precedentes - que demonstra que a população mundial tem muito mais em comum do que diferenças.

"Embora indivíduos dentro do mesmo país tenham experiências mais semelhantes do que as experiências deles em relação [aos indivíduos] em países diferentes, as diferenças são quase imperceptíveis," afirma o professor Daniel Lee, da Universidade da Califórnia em Riverside (EUA). "O mundo é um lugar muito mais parecido e unificado do que pensávamos."

Lee garante que esta pesquisa é a mais abrangente já feita sobre situações cotidianas: Com parcerias com pesquisadores de todo o mundo, o estudo incluiu nada menos do que 62 países.

O objetivo era determinar se a população mundial experimenta a vida da mesma forma ou de maneira diferente.

"Este projeto não tem precedentes. Muito poucos estudos internacionais analisaram as relações entre mais de dois países, muito menos 62," disse Lee.

Similaridades maiores que diferenças

A pesquisa parte do conceito de "situação". O que é uma situação? Tudo o que experimentamos, seja assistindo uma série de TV na sala com a família, ou tomar sol. Existem situações simples, como estar em uma sala quente demais, e existem situações mais complexas, como participar de um evento social em que você encontra um possível parceiro romântico.

O que os pesquisadores queriam saber era se pessoas de todo o mundo relatam os mesmos sentimentos e emoções frente às mesmas situações, ou sentimentos e emoções vastamente diferentes. O estudo incluiu dados de 15.318 membros de comunidades de universidades e faculdades, sendo 10.771 mulheres e 4.468 homens, a maioria entre 20 e 30 anos de idade. As respostas foram coletadas usando uma avaliação padronizada de 90 perguntas, já previamente testada.

Os resultados foram claros: "A diferença entre os países é menor que o esperado; e a diferença dentro dos países é muito maior," disse Lee.

Em outras palavras, pessoas de diferentes países não são tão diferentes quanto se pensava, e as pessoas do mesmo país não são tão parecidas quanto se esperava.

Lee disse que as descobertas contêm uma lição que vale a pena observar no atual clima de agitação durante a pandemia de covid-19.

"Só podemos esperar que, ao vermos todos unidos nos desafios que enfrentamos durante esses tempos difíceis, as pessoas tenham uma maior sensação de comunidade global," disse Lee.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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