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27/05/2026 Tatuagem inteligente detecta câncer de pele antes que ele apareçaRedação do Diário da SaúdeMelanomas invisíveis Pesquisadores canadenses juntaram três das mais avançadas tecnologias na área de sensores para criar um dispositivo capaz de detectar melanomas microscópicos com apenas quatro dias de idade. Nesse estágio, os tumores são pequenos demais para serem identificados por inspeção visual ou por técnicas convencionais de imagem médica. A tecnologia integrada permite medir variações minúsculas de temperatura na superfície da pele usando um adesivo de microagulhas indolores, que injetam nanopartículas emissoras de luz. Essas nanopartículas transformam o calor metabólico do tumor em um sinal mensurável, permitindo detectar lesões com dimensões abaixo de um milímetro. O diagnóstico precoce do melanoma é crítico para melhorar as taxas de sobrevida. As técnicas atuais baseiam-se no exame visual, seguido de uma biópsia. Por outro lado, é sabido que os tumores geram mais calor do que o tecido saudável devido à sua maior atividade metabólica, mas o sinal é muito fraco, sendo difícil de medi-lo com confiabilidade para fundamentar um diagnóstico. A nova tecnologia muda isso ao transformar variações térmicas sutis em um sinal altamente sensível, que pode então ser captado por uma "tatuagem inteligente", uma marcação temporária feita com as nanopartículas especiais, que funcionam como termômetros muito sensíveis. "Nós capturamos todas as informações necessárias para um mapa de temperatura instantâneo em uma única captura, o que torna o método rápido e robusto para monitorar continuamente respostas térmicas anormais em melanomas pequenos, mesmo em condições in vivo complexas," disse Yingming Lai, da Universidade de Montreal. ![]() O sensor é minúsculo e indolor, mas traça um mapa de temperatura muito preciso. [Imagem: Yingming Lai et al. - 10.1038/s44460-026-00078-4] Tatuagem inteligente O sensor consiste em um adesivo repleto de microagulhas, pequenas demais para causar dor, mas capazes de depositar nanopartículas especializadas logo abaixo da pele, formando a tatuagem inteligente temporária, que se comporta como uma matriz de termômetros microscópicos. Quando a tatuagem é iluminada com luz infravermelha, as nanopartículas captam essa energia e reemitem luz visível por um tempo que depende diretamente da temperatura do local. Como células cancerosas consomem mais oxigênio e nutrientes do que células saudáveis, elas produzem calor adicional, que pode então ser detectado através dessa emissão de luz. Um sistema de imageamento ultrarrápido captura todas essas informações em uma única imagem de alta velocidade, gerando um mapa térmico detalhado. Nos primeiros testes, feitos em camundongos, a tatuagem inteligente detectou micro-melanomas com apenas quatro dias de idade, pequenos demais para serem identificados pelas técnicas convencionais. Como os métodos térmicos convencionais têm pouca resolução espacial e altos níveis de ruído, eles detectam apenas tumores maiores que 5 milímetros, lesões já visíveis a olho nu. O novo sensor supera essas limitações combinando codificação por microagulhas, nanopartículas dopadas com terras raras e imageamento óptico ultrarrápido, tudo junto em um sistema capaz de fazer um mapa térmico da pele em tempo real. O próximo passo será obter autorização para realizar testes em humanos. Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br URL: A informação disponível neste site é estritamente jornalística, não substituindo o parecer médico profissional. Sempre consulte o seu médico sobre qualquer assunto relativo à sua saúde e aos seus tratamentos e medicamentos. |
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