12/05/2026

Teste simples de senta-levanta por 30s prevê o quão bem você envelhecerá

Redação do Diário da Saúde
Teste simples de senta-levanta por 30s prevê o quão bem você envelhecerá
O teste de sentar e levantar em 30 segundos mostrou que a baixa potência muscular relativa é um importante fator preditivo de resultados adversos à saúde.[Imagem: Mikel Garcia-Aguirre et al. - 10.1016/j.jshs.2025.101080]

Teste do senta-levanta

A potência muscular, a capacidade de produzir força rapidamente, combinando força e velocidade, é um forte indicador do envelhecimento saudável e da saúde em geral.

Usando um teste simples de levantar e sentar da cadeira por 30 segundos - a pessoa deve manter os braços cruzados e então sentar e levantar o maior número de vezes nesse tempo - pesquisadores mediram a potência muscular relativa de 1.876 idosos.

As medições mostraram uma associação direta entre valores baixos no teste (em relação à média dos voluntários) com um maior risco de fraturas, quedas, hospitalizações e mortalidade.

Mas o resultado mais contundente foi na mortalidade: Homens com baixa potência muscular tiveram um aumento de 57% no risco de morrer por qualquer causa durante o acompanhamento (seis anos para hospitalizações, nove para mortalidade); surpreendentemente, as mulheres tiveram mais que o dobro (104%) desse mesmo risco.

Mikel Garcia-Aguirre e colegas de várias universidades espanholas concluem que medir a potência muscular é simples e suas implicações são profundas. O teste pode se tornar uma ferramenta de rastreamento rápida e acessível para identificar idosos vulneráveis antes que eventos graves ocorram, permitindo intervenções precoces focadas em exercícios que preservem ou recuperem a potência muscular, como treinos de força explosiva e velocidade de movimento.

Avaliação da potência muscular

O sistema musculoesquelético é um dos mais afetados pelo envelhecimento. A partir dos 60 anos, a perda de potência muscular acelera significativamente - cerca de 2 a 3% ao ano -, superando a perda de força (1 a 1,5% ao ano) e de massa muscular (0,5 a 1% ao ano).

As fibras musculares de contração rápida, responsáveis por movimentos explosivos como andar rápido e subir escadas, diminuem em número e tamanho. Simultaneamente, o sistema nervoso se torna menos eficiente em ativar essas fibras, e a infiltração de gordura e tecido conjuntivo no músculo aumenta. Essas mudanças reduzem a capacidade de gerar força e se mover com eficiência, muitas vezes determinando se a pessoa permanecerá independente ou desenvolverá limitações funcionais.

Tradicionalmente, medir a potência muscular exigia equipamentos caros e sofisticados, limitando seu uso na prática clínica. A equipe, no entanto, validou uma equação baseada em um teste funcional simples: Levantar e sentar de uma cadeira o máximo de vezes possível em 30 segundos, com os braços cruzados sobre o peito.

Usando a fórmula (em um aplicativo), que leva em conta a massa corporal, a altura e o número de repetições, é possível estimar a potência muscular da pessoa. Na análise dos dados, os pesquisadores identificaram pontos de corte para baixa potência relativa (2,53 W/kg em homens e 2,01 W/kg em mulheres) e observaram que idosos com valores abaixo desses limiares tinham maior probabilidade de ter sofrido fraturas e quedas recentes. Durante o acompanhamento, mulheres com baixa potência tiveram risco 29% maior de internação e tenderam a passar mais dias no hospital.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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