05/07/2021

Procuram-se voluntários para programa de telessaúde para idosos com demência

Com informações da Agência Fapesp

Telerreabilitação

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) iniciaram um projeto de pesquisa que visa testar um programa de telerreabilitação, ou seja, que propõe o uso de recursos via internet para viabilizar intervenções a distância para idosos com demência e seus cuidadores.

O objetivo é analisar os efeitos desse programa de telerreabilitação em relação a três aspectos no cotidiano da população-alvo: saúde mental, qualidade de vida e capacidade funcional (habilidade de realizar atividades físicas e mentais no dia a dia, garantindo a autonomia da pessoa).

Atualmente, o projeto busca pessoas com mais de 60 anos, que tenham diagnóstico de demência leve ou moderada e não tenham restrição de atividade física, para participar voluntariamente do estudo e testar o protocolo que envolve especificamente a telerreabilitação.

A ferramenta deve ser acessada pelos voluntários por meio de uma plataforma on-line e os pesquisadores realizam uma capacitação prévia com o cuidador. Em seguida, aplicam os questionários e acompanham as intervenções com os idosos, que correspondem à realização de exercícios físicos três vezes por semana.

Durante as duas primeiras semanas, o acompanhamento é integral e on-line. A partir da terceira semana, o cuidador deve fazer os exercícios com o idoso sem acompanhamento.

Atendimento de demência pela internet

O programa foi desenvolvido por uma equipe que envolve profissionais das áreas de fisioterapia, gerontologia e medicina, que já havia criado um protocolo de intervenção para ser aplicado em ambiente domiciliar.

Antes da pandemia, os pesquisadores iam até a casa do paciente para testar o protocolo, orientando o cuidador pessoalmente. Nesse estudo inicial, os resultados mostraram alta adesão às sessões (93,75%) e o protocolo se mostrou eficaz, considerando a mobilidade dos idosos, pois aumentou significativamente a força muscular e a capacidade funcional dos idosos, além de diminuir o risco de quedas.

Nesta etapa, o objetivo é que todo o processo de atendimento venha a ser feito sem que o paciente precise sair de casa.

"Durante a avaliação física, o paciente comumente demonstra dificuldades em relação às intervenções fisioterapêuticas propostas, não pela habilidade física em si, mas por um não entendimento do exercício. Outras vezes, ele possui distúrbio de comportamento, como irritabilidade ou agressividade, e não quer fazer o exercício. Por isso a importância de um acompanhamento próximo tanto do idoso como do cuidador, mostrando caminhos para superar essas barreiras," detalhou Larissa Pires de Andrade, coordenadora do projeto.

Pessoas interessadas em participar podem entrar em contato pelo telefone (45) 99960-4522 ou pelo e-mail telessaude.alzheimer@ufscar.br.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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