Fast food é caminho rápido para obesidade e Alzheimer


[Imagem: Wikimedia Commons]

Rapidez para tudo

A principal justificativa dada pelas pessoas que consomem os chamados fast food (comida rápida) é que eles são práticos e rápidos. Novas pesquisas científicas, contudo, mostram que esta também é uma via rápida para a obesidade, as doenças coronarianas e para o Mal de Alzheimer.

Efeitos nas crianças

Recentemente, uma pesquisa feita no Brasil mostrou que os fast food estão entre as principais causas das doenças coronarianas em crianças. Entre os fatores de risco estão a obesidade, o sedentarismo, a pressão alta, a alteração das taxas de colesterol e triglicérides.

"Isso vem dos fast foods, da vida na frente da televisão ou do computador, ou seja, da não orientação adequada das crianças", destacou a presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia Pediátrica, Ieda Jatene. (veja a reportagem completa em Obesidade já é problema maior do que desnutrição entre crianças brasileiras).

Efeitos nos jovens

Outra pesquisa demonstrou que 97% dos jovens brasileiros precisam rever seus hábitos alimentares.

"A tendência é que um jovem de 19 anos passe mais tempo fora de casa e, por isso, a alimentação seja baseada em fast foods e comidas menos saudáveis. Além disso, a maioria dos adolescentes nessa faixa etária já trabalha e tem mais autonomia nas escolhas", afirma a nutricionista Samantha Caesar de Andrade (veja esta reportagem completa em Maioria dos jovens tem maus hábitos alimentares.

Efeitos na maturidade

Agora, uma nova pesquisa feita na Suécia, demonstra que os fast foods também podem ser uma via rápida para o Mal de Alzheimer.

A pesquisa foi feita em animais de laboratório, que receberam uma dieta rica em gordura, açúcar e colesterol, dosados para reproduzir com fidelidade o valor nutricional dos lanches do tipo fast food.

Alterações no cérebro

Depois de nove meses sujeitos a esta alimentação, os animais desenvolveram alterações no cérebro associadas aos estágios preliminares do Mal de Alzheimer.

"Ao examinar os cérebros destes ratos, nós descobrimos uma mudança química que não é diferente da encontrada no cérebro com Alzheimer", disse Susanne Akterin, do Centro de Pesquisa do Mal de Alzheimer do Instituto Karolinska, em Estocolmo.

Os testes mostraram que os alimentos alteraram a formação de uma proteína chamada Tau, que forma nódulos no cérebro de pacientes com Alzheimer, que impedem o funcionamento normal das células, fazendo com que elas morram.

Danos à memória

Outra conclusão do estudo é que o colesterol presente nos fast foods reduziu os níveis de outra substância no cérebro, chamada Arc, uma proteína ligada ao armazenamento da memória.

"Nós suspeitamos que um alto consumo de gordura e colesterol, em combinação com fatores genéticos (...) podem afetar de maneira adversa várias substâncias no cérebro, que podem ser um fator que contribui para o desenvolvimento de Alzheimer", afirmou Akterin.

A pesquisadora disse que "os resultados dão alguma indicação de como o mal de Alzheimer pode ser prevenido, mas são necessárias mais pesquisas neste campo antes que se possa fazer um aconselhamento apropriado ao público".


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