Basear autoestima no sucesso econômico tem consequências psicológicas

Basear autoestima no sucesso econômico tem consequências psicológicas
"As pessoas que baseiam fortemente sua autoestima no sucesso financeiro usam mais palavras relacionadas com a emoção negativa, como tristeza e raiva."
[Imagem: CC0 Public Domain/Pixabay]

Autoestima baseada no dinheiro

Embora a cultura baseada no consumo tenha generalizado a crença de que as pessoas serão mais felizes se conseguirem mais dinheiro, pesquisadores da Universidade de Buffalo (EUA) garantem que pode haver desvantagens para a própria pessoa nessa busca - seja ela bem-sucedida ou não.

A busca pelo dinheiro em si não é ruim, afirmam eles, mas há riscos a considerar quando essa busca é alimentada por um desejo de aumentar a autoestima.

Quando as pessoas atrelam seu próprio valor ao seu sucesso financeiro, elas se tornam vulneráveis a consequências psicológicas negativas.

Especificamente, basear a autoestima no sucesso econômico leva as pessoas a fazerem mais comparações sociais com outras, sentir menos autonomia e menos controle sobre a própria vida e experimentar mais estresse, ansiedade e, curiosamente, mais problemas financeiros. Os resultados foram evidentes mesmo depois de descontadas outras variáveis, como status financeiro, valores materialistas e importância das metas financeiras.

"Constatamos que as pessoas que baseiam fortemente sua autoestima no sucesso financeiro usam mais palavras relacionadas com a emoção negativa, como tristeza e raiva. Isso demonstra que apenas pensar sobre um problema financeiro gera muito estresse e emoções negativas para esses indivíduos.

"As pessoas geralmente não pensam nos possíveis lados negativos de fundamentar sua identidade e autoestima em torno dos objetivos financeiros porque nossa sociedade valoriza a riqueza como um modelo de como se deve ser no mundo. É importante perceber esses custos porque as pessoas estão gravitando em direção a este domínio como uma fonte de autoestima sem perceber que existem essas consequências não intencionais," detalhou a psicóloga Lora Park, uma das autoras do estudo.

Forças pessoais

Por outro lado, a pesquisadora afirma que esse efeito negativo pode ser eliminado se a pessoa se autoafirmar com base em suas forças pessoais, independentemente do atingimento de suas metas econômicas, inserindo suas metas econômicas com um dentre os vários aspectos de sua vida.

"Isto sugere que as preocupações sobre a autoestima surgem quando as pessoas estão pensando sobre problemas financeiros, mas se você puder reparar sua autoestima pensando sobre seus pontos fortes, então não há redução nos sentimentos de autonomia," explicou ela.


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