Caneta espectroscópica permite retirada total de tumores

Caneta espectroscópica permite retirada total de tumores
Usando um efeito óptico, a caneta cria um contraste perfeito na borda dos tumores, permitindo que os cirurgiões os removam completamente.
[Imagem: Gatech]

Remoção completa

Engenheiros biomédicos norte-americanos desenvolveram um pequeno dispositivo portátil chamado SpectroPen, que promete ajudar os cirurgiões a ver as bordas dos tumores em pacientes humanos em tempo real durante a cirurgia.

Depois de uma cirurgia para retirada de um tumor, tudo o que um paciente quer é uma resposta direta e positiva para uma única questão : "Dr., o senhor conseguiu retirar tudo?"

E não é para menos: as estatísticas indicam que a remoção completa de um tumor, ou ressecção, é o mais importante preditor da sobrevida do paciente para a maioria dos tumores sólidos.

"Esta tecnologia vai permitir que um cirurgião visualize diretamente onde estão os tumores, em tempo real," conta Shuming Nie, pesquisador da Universidades Emory e do Instituto e Tecnologia da Geórgia. "O maior desafio é eliminar completamente o tumor, assim como identificar os linfonodos que podem estar envolvidos."

Caneta espectroscópica

A SpectroPen - caneta espectroscópica, em tradução livre - detecta os corantes fluorescentes e também a luz dispersa por nanopartículas de ouro, uma tecnologia emergente ainda em estágio de desenvolvimento.

As nanopartículas são formadas por ouro revestido com um plástico biocompatível, acoplado a um corante e a um anticorpo que gruda preferencialmente nas moléculas na parte externa das células tumorais.

Por meio de um efeito chamado espectroscopia Raman otimizada pela superfície, o ouro na nanopartícula amplifica fortemente o sinal do corante. Nie e sua equipe demonstraram que as partículas conseguem detectar tumores menores do que um milímetro.

Com isto, o sinal captado pela SpectroPen é dez vezes mais forte do que a do tecido normal, permitindo que o cirurgião veja os limites do tumor e consiga retirá-lo totalmente.

Os estudos foram feitos em animais. Ainda haverá uma etapa de aprimoramento com operação em animais vivos com tumores implantados. Só então começarão os testes em pacientes humanos.


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