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05/11/2009 Chá verde previne o câncer? Evidências aumentam, mas ainda há dúvidasJeremy Moore
Chá verde contra o câncer Embora os cientistas estejam relutantes em endossar oficialmente o chá verde como um método de prevenção contra o câncer, as evidências continuam a se acumular sobre os seus efeitos protetores. Às comprovações já demonstradas anteriormente, vem se somar agora um novo estudo, que sugere que o chá verde reduz a incidência de câncer bucal. O estudo foi publicado hoje no jornal da Associação Norte-Americana de Pesquisas contra o Câncer. Doses altas de chá verde Vassiliki Papadimitrakopoulo e seus colegas da Universidade do Texas (EUA) pesquisaram a ingestão de chá verde, tomado oralmente durante três meses. O chá foi ingerido em três doses diferentes - 500 mg, 750 mg e 1.000 mg - por pacientes com lesões "pré-malignas." Os resultados mostraram que 58,8% dos pacientes que tomaram a dose mais elevada do chá verde apresentaram respostas clínicas ao tratamento, em comparação com 18,2% do grupo que tomou apenas placebo. Os cientistas também observaram uma tendência no sentido de uma melhor histologia e uma tendência de melhoria de diversos biomarcadores que indicam o início do desenvolvimento de um câncer. Retardado e amenizado Os pacientes foram acompanhados durante 27,5 meses. Ao final do período, 15 deles de fato desenvolveram o câncer bucal. Embora não tenha havido diferença global no desenvolvimento do câncer entre aqueles que tomaram o chá verde e aqueles que não tomaram, os pacientes que ingeriram o chá verde diariamente demoraram mais a desenvolver a doença e apresentaram tumores leves e moderados. Mesmo encorajado pelos resultados, Papadimitrakopoulo afirma que ainda não é possível fazer recomendações de que o chá verde definitivamente previne o câncer. "Este é um estudo de fase II, com um número muito limitado de pacientes que tomaram doses equivalentes entre 8 e 10 copos de chá verde por dia," diz ele. "Nós não podemos reivindicar benefícios preventivos com um teste dessas proporções." Sem efeitos tóxicos A revista que publicou o artigo concorda, mas afirma que o estudo é certamente um passo na direção certa. "Um teste clínico com um composto natural não é algo fácil de se fazer, e esses pesquisadores conseguiram," afirma o editorial. "A ausência de toxicidade também é importante porque frequentemente, quando se administram suplementos em doses mais elevadas do que as pessoas tomam normalmente, pode-se induzir náuseas e vômitos. Isto não aconteceu neste teste."
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