Depressão desajusta relógio biológico

Um estudo do cérebro de pessoas saudáveis e de pessoas com depressão revelou que o relógio biológico de pessoas com depressão é alterado em nível celular.

Cada célula do nosso corpo possui um relógio de 24 horas, ajustado com os ciclos noite e dia e claro e escuro.

O cérebro funciona como um cronômetro, mantendo o relógio celular em sincronia com o mundo exterior, para que ele possa governar o nosso apetite, sono, humor e muito mais.

Mas a nova análise mostrou que o relógio biológico pode ser não funcionar corretamente nos cérebros de pessoas com depressão - mesmo no nível da atividade dos genes dentro de suas células cerebrais.

É a primeira evidência direta de que os ritmos circadianos são alterados no cérebro de pessoas com depressão, e mostra que eles operam fora de sincronia com o ciclo dia e noite.

Além disso, a pesquisa também revelou um ritmo diário até então desconhecido, envolvendo a atividade de vários genes em muitas áreas do cérebro - ampliando ainda mais a já conhecida importância desse nosso relógio mestre.

Depressão desajusta relógio biológico
O relógio biológico nas células cerebrais das pessoas saudáveis (esquerda) coincidia exatamente com a hora do momento de sua morte. Contudo, nas pessoas deprimidas (direita), os dois estavam totalmente fora de sincronia.
[Imagem: U. Michigan]

Relógio biológico deprimido

A descoberta foi feita usando uma grande quantidade de dados recolhidos a partir de cérebros doados para estudos, de pessoas deprimidas e não-deprimidas.

O relógio biológico nas células cerebrais das pessoas saudáveis coincidia exatamente com a hora do momento de sua morte.

Contudo, nas pessoas deprimidas, os dois estavam fora de sincronia.

Segundo os pesquisadores, esta descoberta pode levar a um diagnóstico mais preciso e a um tratamento para uma doença que afeta mais de 350 milhões de pessoas em todo o mundo.

Agora, eles querem usar essas informações para ajudar a encontrar novas maneiras de prever a depressão, melhorar o tratamento para cada paciente deprimido, e até mesmo encontrar novos medicamentos ou outros tipos de tratamento.

Uma das possibilidades, segundo eles, pode ser a identificação de biomarcadores para a depressão - moléculas indicadoras que podem ser detectadas no sangue, na pele ou no cabelo.


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