Enganar o cérebro faz atletas baterem seus próprios recordes

Enganar o cérebro faz atletas baterem seus próprios recordes
Enganar o cérebro dos atletas pode fazer com que eles melhorem seu rendimento em até 5%, garante Kevin Thompson.
[Imagem: Northumbria University]

Superar o próprio limite

Em uma descoberta que poderá ser usada já para os Jogos Olímpicos de 2012, cientistas encontraram uma forma de fazer com que atletas literalmente superem seus próprios limites.

A técnica é bastante simples, e envolve literalmente enganar o cérebro.

Enganar o cérebro dos atletas pode fazer com que eles melhorem seu rendimento em até 5%, garante Kevin Thompson, da Universidade Northumbria.

Isto é mais do que suficiente para ganhar uma medalha de ouro ou mesmo quebrar um recorde mundial.

Correndo contra o avatar

Para desenvolver sua técnica, o Dr. Thompson pediu que ciclistas profissionais corressem contra um avatar mostrado na tela de um computador.

O pesquisador disse aos ciclistas que o avatar de cada um estava correndo com uma velocidade que permitiria que o atleta virtual fechasse o circuito exatamente no melhor tempo que cada um deles havia conseguido em sua carreira.

Na tela do computador, o próprio ciclista era representado ao lado do avatar, de forma que o atleta podia comparar seu rendimento segundo a segundo, como em uma corrida real.

Batendo o próprio recorde

Contudo, na realidade o avatar estava correndo 1% mais rápido do que o melhor tempo do ciclista.

Para surpresa do pesquisador, os ciclistas conseguiram ganhar do avatar, superando seus melhores tempos.

Bastou ir repetindo a mentira para que os atletas conseguissem superar seus próprios recordes em até 5%.

Testes seguintes mostraram que não há ganhos quando o ciclista sabe que o avatar está acima de 2% do seu melhor tempo.

Reserva de energia

O pesquisador acredita que a razão desse desempenho extra pode ser a existência de uma reserva de energia mesmo em atletas de ponta, que acreditam estar sempre no limite.

Durante os treinos, a mente antecipa o fim de uma sessão de exercícios, a fim de definir um ritmo inicial.

Receptores sensoriais, que monitoram as respostas do corpo, realimentam estas informações de volta para o cérebro, permitindo-lhe controlar os recursos do corpo para que eles durem até o final do exercício, para evitar danos.

"Acreditamos que esse sistema seja conservador e, mesmo em indivíduos bem treinados, que têm um quadro bem desenvolvido do próprio ritmo, há uma reserva de produção de energia que pode ser utilizada para melhorar o desempenho," teoriza o pesquisador.


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