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11/03/2014

Exame pode prever Alzheimer com três anos de antecedência

Com informações da BBC

Um exame de sangue pode prever com precisão o aparecimento da doença de Alzheimer com até três anos de antecedência.

É o que estão anunciando pesquisadores da Universidade de Georgetown (EUA), em um artigo publicado na revista Nature Medicine.

Segundo eles, o nível de 10 tipos de gordura no sangue permitiria detectar, com 90% de precisão, o risco de uma pessoa desenvolver a doença nos próximos três anos.

Segundo especialistas da área, os resultados ainda precisam ser confirmados em testes clínicos, envolvendo amostras estatisticamente mais significativas de pacientes.

No ano passado, outra equipe anunciou a descoberta de um biomarcador capaz de revelar o Alzheimer 10 anos antes dos sintomas.

Saber sem poder

Se esses estudos tiverem sucesso, a questão que se coloca é se um exame desse tipo deveria ou não ser colocado à disposição da população.

Isso porque não há cura ou tratamento para o Alzheimer - todos os candidatos a medicamentos testados até agora não tiveram sucesso.

Embora a teoria sobre as placas de beta-amiloide seja a mais conhecida do público, a ciência ainda não tem uma explicação sobre as causas do Alzheimer.

Assim, levanta-se o questionamento sobre a utilidade de dar aos pacientes a informação, sem que haja recursos à disposição para tratá-los.

"Se isso se desenvolver no futuro, deve ser dada às pessoas a possibilidade de escolha sobre se gostariam de saber, compreendendo plenamente as implicações," disse o Dr. Doug Brown, médico da Alzheimer's Society's, instituição britânica especializada no tema, destacando que o exame poderia representar desafios éticos.

Desenvolvimento de novos medicamentos

Contudo, outros cientistas afirmam que um exame desse tipo seria importante justamente no desenvolvimento de novos medicamentos, já que se acredita que, se esses futuros medicamentos forem aplicados em etapas iniciais da doença, sua eficácia será maior.

Os estudos atuais indicam que o Alzheimer ataca o cérebro "silenciosamente" por mais de uma década antes que os sintomas surjam.

Os médicos acreditam que os tratamentos com os remédios anunciados hoje para a doença estão falhando porque os pacientes estão sendo submetidos a eles tarde demais.

É por isso que a descoberta de um teste que preveja o risco de demência é uma das principais prioridades para o campo das neurociências.

"Para testar a eficácia de potenciais novos medicamentos, é importante ser capaz de recrutar pessoas para ensaios clínicos nas fases iniciais da doença, quando esses tratamentos são potencialmente mais eficazes," disse Simon Ridley, médico de uma ONG que pesquisa o Alzheimer.


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