Exercícios físicos beneficiam portadores de insuficiência cardíaca

É bem sabido que a atividade física ajuda a proteger o coração em qualquer idade.

Mais controverso é se é adequado recomendar atividades físicas para pacientes cardíacos.

Parece que sim, segundo conclusão de um estudo realizado na Faculdade de Medicina da USP por Thaís Nobre e Carlos Eduardo Negrão.

Ressincronizador cardíaco

A conclusão é que a prática de exercícios físicos supervisionados pode trazer benefícios aos portadores do dispositivo de Terapia de Ressincronização Cardíaca (TRC) - um implante para normalizar o funcionamento do coração.

O ressincronizador cardíaco é composto por um pequeno gerador de pulsos elétricos implantado sob a pele, na altura do peito, e três fios finos que conectam o gerador diretamente ao coração.

O estudo investigou se o treinamento físico causaria efeito adicional à TRC nos pacientes que apresentavam disfunção cardíaca grave.

O treinamento físico supervisionado foi realizado três vezes por semana, com caráter predominantemente aeróbio, em esteira ergométrica.

"O exercício durava 40 minutos, com intensidade moderada. Associado ao treino aeróbio, os pacientes realizavam exercícios resistidos com carga leve por aproximadamente dez minutos", conta Thais.

Os exercícios resistidos de membros superiores só eram iniciados após três meses da data do implante do dispositivo, tempo de segurança necessário para que houvesse fixação e cicatrização do gerador e eletrodos recentemente implantados no coração, evitando possíveis deslocamentos dos mesmos.

Benefícios para o coração

De acordo com Thaís, os pacientes submetidos ao treinamento físico tiveram uma importante melhora na capacidade funcional, controle autonômico e função cardíaca.

"O resultado sugere que os pacientes submetidos à TRC podem ter benefícios adicionais ao praticar exercício físico, o que pode contribuir para um melhor prognóstico desses pacientes", disse ela.

A pesquisadora recomenda que os pacientes com insuficiência cardíaca com tratamento adequado, em condição clínica estável e com dispositivo devidamente ajustado (no caso dos portadores de TRC e marcapasso), devem participar de programas de exercício físico. "A proposta é que o exercício seja incluído no tratamento de pacientes com insuficiência cardíaca", conclui.


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