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19/01/2012

Exergames melhoram atividade física e cognição

Redação do Diário da Saúde
Exergames melhoram atividade física e cognição
Durante a pesquisa, os voluntários pedalaram contra um avatar, um corredor fantasma que era na verdade a recriação do último desempenho do próprio jogador. [Imagem: Interactive Fitness Holdings, LLC; American Journal of Preventive Medicine]

Realidade virtual, benefícios reais

Está chegando ao mercado uma nova categoria de jogos de computador, os chamados exergames, jogos que ajudam as pessoas a fazer exercícios físicos.

E esses exercícios auxiliados pela realidade virtual não apenas melhoram o condicionamento físico, eles também geram benefícios cognitivos para adultos mais velhos.

"Nós constatamos que, para os adultos mais velhos, os exercícios interativos apoiados pela realidade virtual, duas ou três vezes por semana, durante 3 meses, geraram benefícios cognitivos, e provavelmente aumentaram a proteção contra o comprometimento cognitivo leve," conta Cay Anderson-Hanley, da universidade Union College (EUA).

Exergames

Pesquisas mostram que os exercícios podem prevenir ou retardar a demência e melhorar o desempenho cognitivo em um envelhecimento normal.

Entretanto, apenas 14% dos adultos entre 65 e 74 anos de idade, e apenas 7% daqueles acima dos 75 anos de idade fazem exercícios regularmente.

Os exergames podem ajudar a elevar esses dados graças ao uso dos ambientes simulados em computador, direcionando a atenção do usuário para aspectos mais motivadores, como uma competição contra o computador ou contra si mesmo, ou mesmo cenas de lugares mais agradáveis.

Ginástica para o cérebro

Durante a pesquisa, os voluntários pedalaram contra um avatar, um corredor fantasma que era na verdade a recriação do último desempenho do próprio jogador.

Esta é uma técnica que já se mostrou eficaz até mesmo para elevar o rendimento de atletas de ponta, permitindo a superação de recordes mundiais.

Para aferir os ganhos dos exergames, além dos testes de memória, atenção e solução de problemas, os cientistas mediram os níveis do fator de crescimento neurotrófico, que indica a neuroplasticidade, um mecanismo de alteração do cérebro que estabelece uma conexão entre a atividade física e a cognição.

A redução no desenvolvimento do chamado comprometimento cognitivo leve foi de 23% entre os praticantes dos exergames.


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