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22/04/2015

Extrato de árvore previne e reverte hipertrofia cardíaca

Redação do Diário da Saúde

Um composto natural extraído da casca da magnólia pode proteger o coração da hipertrofia.

Este medicamento natural é conhecido há séculos, amplamente usado na Ásia para proteger o coração.

O que os cientistas atestaram agora é que ele age ativando a SIRT3, uma proteína associada à resistência ao estresse, à regulação metabólica e até ao retardamento do envelhecimento - uma "prima" desta proteína, chamada SIRT1, já foi chamada até mesmo de "gene da longevidade".

Honokiol

A equipe do Dr. Mahesh Gupta, da Universidade de Chicago (EUA), descobriu que o composto extraído da casca da magnólia, conhecido como honokiol, ativa o gene SIRT3, uma proteína sabidamente cardioprotetora.

Os pesquisadores usaram como modelo para avaliação da funcionalidade do composto a hipertrofia do miocárdio, ou seja, o crescimento desordenado da musculatura cardíaca, o que leva à isquemia (falta de suprimento sanguíneo para o tecido do coração) e à fibrose (cicatriz).

Quando injetado nas cobaias, o honokiol reduziu o excesso de crescimento das células do músculo cardíaco, reduziu a espessura da parede ventricular e impediu a acumulação de fibrose intersticial, um endurecimento das células do músculo cardíaco que reduz a sua capacidade para se contrair.

Ele também protegeu as células do músculo cardíaco contra os danos causados pelo estresse oxidativo, que pode danificar o DNA.

Extrato de árvore previne e reverte hipertrofia cardíaca
Ao aumentar os níveis de SIRT3, o honokiol bloqueou a indução e a progressão da hipertrofia cardíaca em animais de laboratório. [Imagem: Mahesh Gupta/University of Chicago]

Sirtuínas

"Até agora, a restrição calórica combinada com exercícios de resistência tem sido a única maneira de aumentar os níveis de SIRT3. Muito poucas pessoas têm sido capazes de seguir um regime tão rigoroso. Pelo melhor do nosso conhecimento, este é o primeiro relato a descrever um ativador farmacológico de SIRT3." disse Gupta, que publicou os resultados na revista Nature Communications.

Estudos em humanos mostram que pacientes sedentários acima de 60 anos têm quase 40% menos SIRT3.

Uma de uma grande família de proteínas conhecidas como sirtuínas, a SIRT3 atua principalmente nas mitocôndrias, principal fonte de energia das células. Ela desempenha um papel central no metabolismo de energia e na prevenção da acetilação, um processo que pode alterar a função das proteínas.

O próximo passo das pesquisas será testar o composto em seres humanos, algo que já vem sendo feito há séculos pela medicina tradicional chinesa, mas agora monitorando os mecanismos por trás dos efeitos cardioprotetores.


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