Falhas de implantes de silicone PIP podem chegar a um terço

Estudos de má qualidade

Uma nova pesquisa sugere que a taxa de falha dos implantes mamários de silicone fabricado pela Prosthèse Implant Poly (PIP) pode ser tão alta quanto 33,8%.

Ou seja, mais de um terço dos implantes podem apresentar problemas, segundo artigo publicado no Journal of Plastic, Reconstructive and Aesthetic Surgery .

"Estudos anteriores relatam tipicamente taxas de falha entre 2% e 5% e essas estimativas foram baseadas em dados secundários. Neste estudo, todas as participantes foram digitalizadas por ultra-som, o que fornece uma indicação conclusiva de ruptura, em vez do exame clínico que é tipicamente utilizado," explica o Dr. Jan Stanek, principal autor do estudo.

"A maioria dos estudos anteriores foi baseada em múltiplos cirurgiões, múltipla técnica, com um número relativamente pequeno de pacientes e menor período de tempo de acompanhamento," completou o cirurgião.

Falhas dos implantes PIP

As pacientes que receberam implantes da PIP, para aumento primário ou secundário da mama, entre janeiro de 2000 e agosto de 2005, foram acompanhadas para determinação da taxa de falha dos implantes e outras complicações.

Os resultados indicam que, de 7 a 12 anos após o implante, a taxa de falha dos implantes PIP ficou entre 15,9% e 33,8%.

Preocupações sobre a durabilidade dos implantes mamários de silicone da PIP foram manifestadas vários anos antes da sua retirada formal do mercado.

Embora não haja detalhes precisos sobre quais elementos provocam a falha, suspeitas têm sido levantadas tanto sobre o elastômero (a tampa externa do implante) como sobre o próprio silicone, o gel de enchimento, que não seria de uso medicinal, mas industrial.

Retirada ou monitoramento

Os autores do estudo concluem que todos os implantes da PIP poderão necessitar de remoção a longo prazo, devido à elevada taxa de ruptura e incerteza sobre a natureza do gel de silicone.

As pacientes com implantes rompidos terão que removê-los necessariamente e de forma imediata, enquanto aquelas sem evidência de ruptura terão de ser monitoradas em uma base regular, recomendam eles.

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