Farinha de inseto triplica proteína de almôndegas e bolinhos

Farinha de inseto triplica proteína de almôndegas e bolinhos
Pesquisadores finlandeses desenvolveram farinha de insetos, que eles usaram para fazer almôndegas e bolinhos.
[Imagem: VTT]

Insetos na alimentação

O incentivo para o uso de insetos na alimentação, evitando os problemas da criação de gado, teve um novo reforço.

Pesquisadores do Centro de Pesquisa Técnica VTT, da Finlândia, desenvolveram ingredientes alimentares feitos de bicho da farinha, um verme comestível, e grilos.

O material resultante, na forma de uma farinha, apresentou uma textura e um sabor que a tornam útil para o preparo de alimentos como almôndegas e outros bolinhos fritos.

Proteína de inseto

A equipe desenvolveu um método de fracionamento a seco quer permite produzir facilmente a farinha de insetos com diferentes sabores e várias granulometrias: os compostos mais finos contêm quantidades menores de cascas de quitina dos insetos, que tendem a gerar uma sensação de aspereza na língua, e têm um forte gosto de carne; já os compostos mais grossos são mais crocantes e de sabor mais leve.

A gordura é removida dos insetos antes do fracionamento, o que resulta em um alimento com conteúdo de proteínas entre 65 e 80%.

Como as farinhas de inseto, qualquer que seja sua granulometria, ligam-se bem à água e à gordura, elas são particularmente adequadas como ingredientes para vários tipos de alimentos sólidos. A equipe e seus voluntários gostaram especialmente das almôndegas e bolinhos fritos, que receberam adições entre 5 e 18% de farinha de inseto.

Insetos são ricos em proteínas de alta qualidade - uma pequena adição da farinha de inseto nas duas receitas testadas pela equipe triplicou o teor de proteína das almôndegas e bolinhos em relação às receitas que só usaram carne.

Indústria e legislação

A equipe afirma que muitos consumidores e a indústria de alimentos já estão interessados em insetos como uma fonte dietética de proteína, mas que sua produção industrial dependerá da identificação das características das matérias-primas e de técnicas adequadas à utilização na indústria.

Em termos de legislação, a expectativa é que a União Europeia emita uma autorização específica para o uso de insetos na alimentação em 2018.


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