Insetos podem ajudar a combater a fome, diz ONU

A FAO, entidade das Nações Unidas que lida com alimentações e agricultura, está defendendo o consumo de insetos como arma na luta contra a fome no mundo.

E não se trata de "começar" a comer insetos: segundo o relatório, 2 bilhões de pessoas no planeta já complementam suas dietas com insetos, tais como besouros, gafanhotos e formigas.

A FAO afirma que a criação de insetos em escala industrial poderia contribuir para a segurança alimentar mundial.

Esses animais são altamente nutritivos, reproduzem-se com facilidade e velocidade, além de poderem ser usados como alimentos para peixes e gado, eventualmente mantendo as fontes mais nobres para os humanos.

Um relatório recente nos EUA mostrou preocupação com o crescente uso de grãos de consumo humano para a fabricação de rações para animais de estimação (pets), que estaria atingindo níveis que ameaçam o suprimento sustentável desses alimentos.

Há tempos cientistas defendem que comer carne de inseto é melhor para o meio ambiente - um suíno produz entre 10 e 100 vezes mais gases de efeito estufa por quilo do que o bicho da farinha, um verme comestível.

Segundo eles, a prática está na história humana - segundo a Bíblia, tanto João Batista quanto Jesus comeram insetos em seus retiros de meditação no deserto.

O insectólogo holandês Arnold van Huis defende a bandeira do consumo de insetos há anos. Segundo ele, a carne de insetos pode se tornar uma importante fonte de proteína.

A ONU agora parece estar encampando estes argumentos. A organização lançou um livro defendendo a ideia, intitulado Insetos comestíveis: as perspectivas futuras para a segurança alimentar e alimentação.


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