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14/12/2015

Magnetismo poderá salvar pacientes de AVC

Com informações da Agência Fapesp
Magnetismo poderá salvar pacientes de AVC
A estimulação cerebral profunda induz a formação de novas sinapses e novos neurônios e melhora resultado da reabilitação motora dos pacientes que sofreram derrame. [Imagem: Wikimedia Commons]

Estimulação cerebral profunda

A terapia de estimulação cerebral profunda (ECP), já usada para tratar sintomas de Parkinson e Alzheimer, está sendo testada na recuperação de paralisia causada pelo derrame, ou acidente vascular cerebral (AVC).

Os primeiros testes em cobaias foram coordenados pelo brasileiro André Machado, diretor do Centro para Restauração Neurológica da Clínica Cleveland, nos Estados Unidos. A equipe aguarda a autorização das autoridades de saúde norte-americanas para dar inícios aos primeiros ensaios em humanos.

O método consiste em implantar cirurgicamente pequenos eletrodos em áreas profundas do cérebro e de um gerador de pulsos sob a pele, na região da clavícula.

Os impulsos elétricos são enviados do gerador até o cérebro, modulando a atividade de estruturas nervosas, estimulando a formação de novas sinapses e possivelmente até de novos neurônios. A técnica também vem sendo estudada por outros grupos no tratamento de depressão e dor crônica.

"No caso da doença de Parkinson esse método reduz sintomas como tremor, rigidez e lentidão de movimentos. Em estudos com animais de laboratório, vimos que pode melhorar significativamente o resultado da reabilitação física após o AVC," disse André.

Reorganização do cérebro

Ao investigar os mecanismos pelos quais a terapia de estimulação magnética no cérebro induziu a melhora na recuperação pós-derrame, a equipe descobriu que o número de sinapses na área ao redor do AVC praticamente dobrou com o tratamento.

Também foi observado um aumento na expressão de proteínas relacionadas a um fenômeno conhecido como "potencial de longa duração", associado a processos de plasticidade cerebral.

"Esses dados indicam que a terapia favorece uma reorganização do cérebro, de modo que outras regiões possam assumir parte das funções que eram desempenhadas pelas áreas afetadas", explicou André.

Estudos mais recentes do grupo, ainda não publicados, indicam que a terapia também induz o processo de neurogênese - que é a formação de novos neurônios - na área ao redor do AVC.


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