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08/02/2013

Medicina Tradicional Chinesa pode ser a solução para a obesidade?

Redação do Diário da Saúde

Síndrome metabólica

A obesidade pode ser um problema tipicamente moderno, mas uma equipe de cientistas de Taiwan e da China está-se voltando para os princípios milenares da medicina tradicional chinesa para ajudar a combatê-la.

Os resultados, publicados no Journal of Biomolecular Structure Dynamics, indicam que pode haver uma nova direção para os tratamentos da síndrome metabólica.

A síndrome metabólica é um conjunto de fatores de risco cardiovascular que inclui, além da obesidade, hiperglicemia - com ou sem diabetes -, hipertensão arterial e aumento da circunferência da cintura.

Reguladores PPAR

Nosso organismo possui reguladores do metabolismo lipídico e dos carboidratos, chamados PPAR, sigla em inglês para receptores ativados por proliferador de peroxissomo (Peroxisome proliferator-activated receptors).

Eles estão envolvidos na regulação de muitas funções fisiológicas iniciadas por nutrientes, nutracêuticos e fitoquímicos.

Existem três subtipos de PPAR - alfa, gama e delta -, todos desempenhando papéis importantes.

Devido à importância dessas funções, os três também são alvos de medicamentos importantes para o tratamento da síndrome metabólica.

Beterraba e uva-espim

Os compostos da medicina tradicional chinesa, por sua vez, têm sido reconhecidos como candidatos promissores para a criação de agentes antivirais, antitumorais e anti-inflamatórios.

Para ver se eles poderiam também ser utilizados para alvejar os reguladores PPAR na luta contra a síndrome metabólica, os pesquisadores consultaram mais de 30.000 pequenas moléculas originadas de ervas usadas pela medicina tradicional chinesa.

A equipe realizou uma série de modelagens e simulações para estudar cada molécula, estabelecendo estruturas adequadas para se encaixar em cada tipo da proteína PPAR, a fim de identificar as principais ações dos potenciais medicamentos.

Os princípios ativos identificados são conhecidos como (S)-triptofano-betaxantina, presente na beterraba, e berberrubina, um alcaloide presente na uva-espim.

Agora serão necessárias pesquisas para avaliar os dois compostos, mas os pontos de partida estão estabelecidos rumo à criação de tratamentos mais naturais para a síndrome metabólica e a obesidade.


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