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11/03/2014

Medula óssea artificial é esperança para substituir transplantes

Redação do Diário da Saúde
Medula óssea artificial é esperança para substituir transplantes
As células-tronco hematopoiéticas ficam perfeitamente acomodadas na medula óssea artificial.[Imagem: C. Lee-Thedieck/KIT]

Os transplantes de medula óssea podem salvar muitas vidas.

Contudo, apesar de quase dois milhões de brasileiros serem doadores de medula, apenas um terço dos pacientes encontrarão um doador compatível aqui ou no exterior.

Por isso, há grande interesse em desenvolver versões sintéticas, ou "medulas ósseas artificiais".

Agora, um protótipo em estágio avançado foi desenvolvido por uma equipe de cientistas alemães dos institutos KIT e Max Planck e das universidades de Stuttgart e Tübingen.

A estrutura porosa do material apresenta as propriedades essenciais da medula óssea natural. Desta forma, ela pode ser usada para a reprodução de células-tronco em laboratório.

A expectativa é que o desenvolvimento possa facilitar o tratamento da leucemia em poucos anos.

Medula óssea artificial

As células do sangue, como os eritrócitos, ou células do sistema imunológico, são continuamente substituídas por novas fornecidas pelas células-tronco hematopoiéticas, localizadas em um nicho especializado da medula óssea.

No caso da leucemia, as células afetadas do paciente são substituídas por células-tronco hematopoiéticas saudáveis de um doador compatível.

No entanto, nem todos os pacientes de leucemia podem ser tratados desta maneira, já que é difícil encontrar doadores compatíveis.

Este problema pode ser resolvido com a reprodução de células-tronco hematopoiéticas em laboratório.

E a nova medula óssea artificial mostrou-se adequada para ser utilizada para isso, reproduzindo as células-tronco com grande taxa de sucesso.

O ambiente tridimensional oferecido pelo material não apenas acomoda as células ósseas e células-tronco, como também vários outros tipos de células com as quais substâncias de sinalização são trocadas.

Além disso, o espaço entre as células tem uma matriz que assegura estabilidade e proporciona pontos de ancoragem para as células. No nicho das células-tronco, as células também recebem nutrientes e oxigênio.

Os resultados ainda são bastante primários, mas a expectativa da equipe é que a medula óssea artificial, com suas várias propriedades que imitam a medula óssea natural, possa agora ser usada para estudar as interações entre os materiais e as células-tronco em detalhes e, no futuro, representar uma alternativa à medula de doadores.


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