Microssensor detecta lesões que antecedem a aterosclerose

Microssensor detecta lesões que antecedem a aterosclerose
O novo sensor foi construído a partir de uma pastilha feita com titânio e platina aplicados sobre plástico.
[Imagem: Tzung Hsiai]

Sensor de aterosclerose

Um novo sensor consegue detectar regiões pré-ateroscleróticas, que ainda não apresentaram sinais clínicos da aterosclerose e, portanto, não podem ser detectadas por outros exames.

O sensor é uma minúscula máquina eletromecânica, conhecida como MEMS (do inglês MicroElectroMechanical System), que é levada por um cateter de angiografia.

O dispositivo é um sensor térmico, que usa a transferência convectiva de calor para detectar regiões das artérias com desenvolvimento inicial da doença.

Aterosclerose

Embora as mudanças de dieta e de estilo de vida muitas vezes consigam reverter a aterosclerose em seus estágios iniciais, ainda não existia uma forma de detectar regiões pré-ateroscleróticas.

O sensor MEMS tem a vantagem de ser minimamente invasivo e muito sensível. A tecnologia tem potencial para ser largamente adotada a curto prazo como um procedimento padrão durante os exames de angiografia.

Os cientistas demonstraram que a força de atrito causado pelo fluxo de sangue sobre as paredes dos vasos sanguíneos, conhecida como tensão de cisalhamento, está intimamente envolvida no estresse oxidativo e nas respostas inflamatórias que levam à aterosclerose.

"A inovação deste trabalho reside na estratégia de transferência de calor convectiva para detectar alterações em sinais elétricos em regiões arteriais ainda não obstruídas, embora tenham inflamações consideradas normais pelos exames atuais," afirmou o principal autor do estudo, Dr. Tzung Hsiai, da Universidade do Sul da Califórnia.

Placas vulneráveis e estáveis

O novo sensor foi construído a partir de uma pastilha feita com titânio e platina aplicados sobre plástico. Ele detecta o local de desenvolvimento da aterosclerose porque há uma diferença no espalhamento do calor entre uma área sadia e uma área com acúmulo de placas.

Assim que o sensor identifica a lesão aterosclerótica, os médicos podem identificar se a lesão é uma placa vulnerável ou estável.

Uma placa vulnerável pode se romper e bloquear as artérias, provocando ataques cardíacos e derrames.

Esse bloqueio pode ser evitado por procedimentos de angioplastia e implante de stents. Preferencialmente, mudanças no estilo de vida e medicações podem manter a placa estável.


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