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18/07/2014

Mulheres são mais agressivas que homens em relacionamentos

Redação do Diário da Saúde

As mulheres são mais susceptíveis de serem agressivas verbal e fisicamente contra seus parceiros do que, na mesma situação, os homens o são contra suas parceiras.

A conclusão é de um estudo envolvendo pesquisadores das universidades de Cumbrias e Central Lancashire (Reino Unido), sob o comando da Dra. Elizabeth Bates.

Embora os resultados ainda causem estranheza, vários estudos, inclusive no Brasil, já haviam demonstrado que as mulheres praticam mais violência doméstica do que os homens.

A obtenção de resultados semelhantes em locais cultural e economicamente muito diversos ao redor do mundo está levando os pesquisadores a rever suas teorias e interpretações da violência doméstica.

Comportamento controlador feminino

Esta nova análise mostrou que as mulheres são mais propensas a serem fisicamente agressivas contra seus parceiros do que os homens.

Os mesmo dados mostram que, nos contatos sociais em geral, fora dos relacionamentos, os homens são mais propensos a ser fisicamente agressivos contra outros homens do que as mulheres o são contra outras mulheres.

Um dos resultados marcantes do novo estudo é que as mulheres exercem níveis significativamente mais elevados de comportamento controlador em relação aos parceiros do que os homens em relação às parceiras.

Quando essa tentativa de controle falha, as mulheres tendem à agressão física em um nível muito maior do que os homens igualmente controladores.

"Este foi um resultado interessante. Estudos anteriores tentaram explicar a violência masculina contra as mulheres como resultado de valores patriarcais, que motivam os homens a procurar controlar o comportamento das mulheres, usando de violência se necessário," comenta a Dra. Elizabeth.

"Este estudo revelou que as mulheres demonstram um maior desejo de controlar os seus parceiros e são mais propensas a usar a agressão física do que os homens. Isto sugere que a violência doméstica não pode ser motivada por valores patriarcais e precisa ser estudada no contexto de outras formas de agressão, que têm implicações potenciais para intervenções," avalia ela.

Violência íntima

O estudo foi apresentado durante o simpósio "A Evolução da Violência por Parceiros Íntimos - Pesquisa e Prática", realizado pela Sociedade Psicológica Britânica.

Entre os vários estudos apresentados estavam, ainda, experiências de vitimização masculina por suas parceiras íntimas (Louise Dixon - Universidade de Birmingham) e razões para o envolvimento das mulheres em conflitos dentro e fora dos relacionamentos (Abi Thornton - Universidade de Bolton).


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