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29/09/2015

"Nossas cadeiras estãon os matando," dizem pesquisadores

Redação do Diário da Saúde
Uma taça de vinho por dia pode melhorar a saúde do fígado, incluindo a diminuição do risco da doença hepática gordurosa não-alcoólica, objeto do presente estudo. [Imagem: iStockphoto]

Levanta um pouquinho, anda um pouquinho

Longos períodos sentados, assim como menos atividades físicas, estão contribuindo para a prevalência da doença do fígado gorduroso não-alcoólica.

É o que garantem pesquisadores da Universidade Sungkyunkwan (Coreia do Sul) em um estudo publicado na revista médica Journal of Hepatology.

A equipe examinou a associação entre o tempo sentado e o nível de atividade física com a ocorrência da doença do fígado gorduroso em quase 40.000 adultos com a doença.

Os resultados mostraram que o tempo sentado e a falta de atividade física são ambos correlacionados com a doença de forma independente, inclusive em pacientes com índice de massa corporal abaixo de 23.

Mas o problema fica particularmente grave quando as duas situações - ficar muito tempo sentado e não fazer atividades físicas - se juntam na mesma pessoa.

Cadeiras que matam

"Nossos resultados sugerem que tanto o aumento da participação em atividades físicas, quanto a redução no tempo sentado, podem ser independentemente importantes na redução do risco de doença do fígado gorduroso, destacando a importância de reduzir o tempo gasto sentado, além de promover a atividade física," disse o professor Seungho Ryu, responsável pelo estudo.

O professor Michael Trenell, da Universidade de Newcastle (Reino Unido), que não participou do estudo, concorda com as conclusões dos pesquisadores coreanos.

"A mensagem é clara, nossas cadeiras estão lenta, mas seguramente, nos matando. Nosso corpo é projetado para se mover e não é de estranhar que o comportamento sedentário, caracterizado pela baixa atividade muscular, tenha um impacto direto sobre a fisiologia. Com a escassez de drogas terapêuticas para doença hepática gordurosa não-alcoólica, alterações no estilo de vida tornam-se a pedra angular dos cuidados clínicos. O desafio para nós agora é 'levantar e se mover' quanto à doença do fígado gorduroso, tanto física como metaforicamente," disse Trenell.


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