ONU pede US$ 1 bilhão para conter epidemia de ebola

A ONU estima em US$ 1 bilhão (cerca de R$ 2,3 bilhões) o valor necessário para combater a epidemia de ebola no oeste da África, considerada pela organização uma crise na saúde "sem precedentes nos tempos modernos".

Segundo a ONU, o montante exigido para conter o surto cresceu 10 vezes em relação ao mês passado por causa da velocidade de proliferação da doença.

"Precisávamos de cerca de US$ 100 milhões (R$ 230 milhões) um mês atrás e agora o valor já subiu para US$ 1 bilhão (R$ 2,3 bilhões). Ou seja, a quantia necessária para frear o ebola cresceu 10 vezes em apenas 30 dias", afirmou o coordenador da ONU para o ebola, David Nabarro.

"Por causa da maneira como o surto está avançando, precisamos de um esforço sem precedentes, massivo, para combatê-lo", acrescentou Nabarro.

Dados recém-divulgados da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostraram que o vírus matou 2.461 pessoas somente neste ano, metade do número total de infectados.

Enquanto a doença provoca mais vítimas fatais, crescem também as críticas à lentidão de uma resposta internacional à epidemia.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou planos para enviar 3 mil militares americanos para a Libéria, um dos países mais afetados pela epidemia. O objetivo é ajudar a combater o vírus.

Autoridades afirmam que as tropas americanas vão construir 17 postos de saúde, cada um com 100 camas, entregar kits de saúde a centenas de milhares de casas e ajudar a treinar 500 profissionais de saúde por semana.

A ONG Médicos sem Fronteiras pediu a outros países que tomem iniciativa semelhante à dos Estados Unidos como forma de frear a epidemia.


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