Prolongar procedimento de ressuscitação salva mais vidas

Vale o esforço

Por quanto tempo uma equipe médica deve tentar ressuscitar um paciente que sofreu uma parada cardíaca?

Apesar de não haver normas para regulamentar tais procedimentos, eles deveriam durar pelo menos 30 minutos.

É o que indica um estudo que mostra que o prolongamento das técnicas de ressuscitação em pacientes consegue salvar mais vidas.

Nesses casos, o paciente consegue sobreviver sem danos cerebrais.

Por exemplo, em março de 2012, o jogador de futebol Fabrice Muamba sobreviveu a uma parada cardíaca em campo que durou 78 minutos.

O estudo, publicado na revista The Lancet, realizada pela Universidade de Washington e Universidade de Michigan, é uma das maiores do gênero e uma das primeiras a relacionar a duração dos esforços de ressuscitação às taxas de sobrevivência.

Ressuscitação

Os cientistas descobriram que, enquanto a maioria dos pacientes foi ressuscitada depois de um período curto de tempo, cerca de 15% dos pacientes que sobreviveram à parada cardíaca precisaram de pelo menos 30 minutos para que o pulso voltasse.

Uma das primeiras constatações, que chamou a atenção dos médicos, foi a variação na média de tempo dos esforços de ressuscitação entre os hospitais: de 16 minutos, para os hospitais que passavam menos tempo tentando ressuscitar os pacientes, até 25 minutos.

O pesquisador que liderou o estudo, Zachary Goldberger, da Universidade de Washington, afirma que a variação não é surpreendente, pois não há regras estabelecidas que determinem quando os médicos precisam parar com os esforços de ressuscitação.

"Nossas descobertas sugerem (que existe) uma oportunidade para melhorar o cuidado com esta população em alto risco. No geral, (a melhora) pode envolver a padronização do tempo exigido para continuar as tentativas de ressuscitação", disse.


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