Produtos verdes não cumprem o que prometem

Insustentáveis

Produtos para uso doméstico e pessoal com rótulos alegando "sustentabilidade" e "verde" em relação aos seus ingredientes não estão fornecendo o que prometem.

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que muitos desses produtos possuem quantidades surpreendentemente grandes de ingredientes à base de petróleo.

As alegações de sustentabilidade se baseiam na utilização de ingredientes renováveis, normalmente de origem vegetal.

Propaganda enganosa

Cientistas da Universidade de Vermont usaram análises químicas com carbono-14 para determinar a origem dos ingredientes presentes em sabões para lavar roupas, detergentes e sabonetes.

Inicialmente, os pesquisadores analisaram produtos que traziam rótulos com alegações "verdes", afirmando usar matérias-primas sustentáveis.

As análises mostraram que até 50% do conteúdo desses produtos consiste em componentes à base de petróleo.

Nos produtos que alegam ser "de fontes naturais" ou "à base de plantas", os cientistas encontraram entre 3 e 57% de carbono derivado de petróleo.

Um produto em particular, que traz em seu rótulo a informação "Isento de Petroquímicos", teve resultados surpreendentes: as análises mostraram 31% de carbono de origem petroquímica em sua composição.

Carbono fóssil

O carbono 14 presente quando florestas ou organismos pré-históricos absorveram CO2 da atmosfera decaiu inteiramente ao longo das eras em que o petróleo se formou e ficou retido no subsolo.

Assim, se um produto não contém carbono-14, sua composição deve ser praticamente toda derivada de fontes fósseis - carbono ou gás natural.

Se o carbono 14 estiver presente, seu percentual pode ser usado para calcular a proporção de ingredientes de origem vegetal, portanto renovável.

Atualmente não existem normas para regulamentar o uso de rótulos com alegações "verdes", alegando sustentabilidade ambiental ou de origem renovável.

Boas notícias

Mas a pesquisa, apresentada durante a reunião da Sociedade Química Americana, também trouxe boas notícias.

Entre 28 e 44% do carbono presente em produtos que não fazem qualquer alegação de sustentabilidade em seus rótulos, já têm origem vegetal, renovável.


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