Química de bolso: medidor de glicose vira laboratório portátil de exames

Química de bolso: medidor de glicose vira laboratório portátil de exames
Cientistas acoplaram sensores funcionais de DNA a medidores de glicose, criando uma forma rápida e portátil para a detecção de drogas, toxinas, marcadores de doenças e outras moléculas no sangue, na água ou nos alimentos.
[Imagem: Li Huey Tan, Yu Xiang and Yi Lu]

Exame portátil

Medidores de glicose não são mais apenas para os diabéticos.

Químicos da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, desenvolveram uma nova técnica que permite que eles sejam usados para analisar inúmeras moléculas no sangue, no soro, na água ou nos alimentos.

A descoberta, que cria uma forma simples, portátil e barata de fazer inúmeros exames, foi publicada na revista Nature Chemistry.

Medidor de glicose

Um medidor de glicose, ou glicosímetro, é um dos poucos equipamentos amplamente disponíveis capazes de detectar quantitativamente moléculas-alvo em uma solução.

Sua única limitação é que o aparelho é fabricado com vistas a uma única substância química: a glicose.

Para usar os glicosímetros para detectar outras moléculas, os pesquisadores usaram uma série de sensores moleculares, chamados sensores funcionais de DNA.

Os sensores funcionais de DNA usam pequenos segmentos de DNA, que se ligam a alvos específicos. Uma série de DNAs e RNAs funcionais já estão disponíveis para reconhecer uma grande variedade de alvos.

Eles têm sido usados em laboratório em conjunto com equipamentos complexos e mais caros, mas os pesquisadores desenvolveram uma forma de usá-los com os medidores de glicose portáteis.

"Qualquer um poderá usá-los para uma ampla gama de detecções em casa ou no campo, para qualquer coisa que desejem, como metabólitos vitais para uma vida saudável, contaminantes na água potável ou nos alimentos, ou marcadores de doenças em potencial," disse o Dr. Yi Lu, um dos autores da pesquisa.

Medidor múltiplo

Os pesquisadores demonstraram o uso do glicosímetro adaptado para os sensores de DNA para detectar cocaína, o marcador de doença interferon, a adenosina e urânio.

Mas a técnica poderá ser usada para detectar qualquer tipo de molécula à qual um DNA ou RNA funcional possa se ligar.

A seguir, os pesquisadores planejam para simplificar ainda mais o seu método, que agora exige que o usuário primeiro aplique a amostra ao sensor de DNA funcional e, em seguida, ao medidor de glicose.


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