Um robô-cirurgião com tato e visão inteligente

Um robô-cirurgião com tato e visão inteligente

[Imagem: Bristol Robotics Laboratory]

Cirurgias minimamente invasivas

Uma equipe de várias universidades europeias está desenvolvendo um sistema robótico portátil para cirurgias minimamente invasivas.

O objetivo é criar um equipamento que não apenas permita que o cirurgião faça movimentos naturais e ágeis, mas que também possa receber um "feedback háptico" integral - informações que voltam do equipamento, permitindo que o médico sinta, veja, controle e manipule os instrumentos cirúrgicos com segurança.

As cirurgias minimamente invasivas, que não dependem dos grandes cortes tradicionais, estão substituindo a abordagem tradicional de "acesso aberto" em várias aplicações clínicas, estando associadas a vários benefícios para os pacientes, como menor perda de sangue, menos infecções, menores cicatrizes e recuperação mais rápida.

Sistemas robóticos mais avançados poderão substituir as ferramentas laparoscópicas tradicionais com ainda maiores ganhos, sobretudo em termos de segurança. Para isso, contudo, é necessário que esses robôs deem aos cirurgiões que acompanham seu funcionamento uma visão integrada de tudo o que está acontecendo, além de serem mais ergonômicos e fáceis de manipular no ambiente cirúrgico.

Exoesqueleto háptico

O instrumento robotizado deverá funcionar como um exoesqueleto, amoldando-se à mão do cirurgião, permitindo um movimento intuitivo quase natural, além de devolver ao médico uma sensação de tato do ponto onde o robô cirurgião está agindo no interior do corpo.

O sentido do toque neste sistema será duplo: enquanto os sistemas hápticos atuais se concentram principalmente no braço e no antebraço do usuário, o exoesqueleto conta com um feedback em cada dedo do cirurgião, alcançando uma precisão inédita.

A equipe está aprimorando também óculos inteligentes, que permitem ao cirurgião ter uma visão realista do que está ocorrendo dentro do corpo. Os óculos inteligentes permitirão ainda que os cirurgiões operem em qualquer posição, dando mais flexibilidade ao equipamento que foi projetado desde o início para ser portátil e fácil de usar.

O projeto foi acolhido pela Comissão Europeia no âmbito do programa HORIZON 2020, com um aporte de recursos de €4 milhões. A equipe é liderada pela professora Sanja Dogramadzi, do Laboratório de Robótica da Universidade de Bristol e da Universidade Oeste da Inglaterra.


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