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09/03/2012

Sensor de origami de papel faz exames de malária e HIV

Redação do Diário da Saúde
Sensor de origami poderá fazer exames de malária e HIV
Inspirados pela arte japonesa da dobradura em papel, o origami, cientistas criaram um novo sensor para exames que poderá ser fabricado por menos de US$0,10.[Imagem: Alex Wang]

Exame em dobradura de papel

Inspirados na arte japonesa de dobradura de papéis, o origami, químicos da Universidade do Texas (EUA) criaram um sensor de papel 3-D que pode ser impresso em uma impressora a laser comum.

O sensor de papel de origami é capaz de realizar exames virais ou bacterianos, podendo detectar, por exemplo a malária ou o HIV.

E eles não custarão mais do que alguns centavos cada um.

Segundo Hong Liu, que desenvolveu a técnica, sensores de tão baixo custo poderão ser extremamente úteis nas regiões mais pobres, onde não existem laboratórios ou onde há muitas pessoas que não podem pagar pelos exames.

Medicina para todos

Sensores de papel unidimensionais, como aqueles usados em testes de gravidez, já são comuns, mas têm suas limitações, afirmam os pesquisadores.

Já os sensores 3-D feitos por dobradura podem testar mais substâncias em uma menor área superficial e fornecer resultados de exames mais complexos.

"Qualquer um pode dobrá-los," garante o professor Richard Crooks. "Você não precisa de um especialista. Assim, pode-se facilmente imaginar uma ONG com alguns voluntários dobrando essas coisas e as distribuindo."

"Estamos falando de medicina para todos," complementa o orientador da pesquisa.

Segundo Liu, a inspiração para seu trabalho veio quando ele participou de uma outra pesquisa envolvendo sensores de papel, na Universidade de Harvard.

Mas a nova técnica é mais simples e muito mais barata, dispensando até mesmo um processo industrial de fabricação.

Sensor 3D de origami

Crooks afirma que o princípio de funcionamento do sensor, que já foi testado com sucesso na detecção de glicose e de uma proteína, é semelhante ao do teste de gravidez.

Um material hidrofóbico, como cera, e um material fotossensível, são colocados sobre minúsculos canais traçados em um papel para cromatografia - um papel de filtro.

Essas estruturas canalizam a amostra que está sendo analisada - urina, sangue ou saliva, por exemplo - para pontos no papel onde foram incorporados reagentes sensíveis à substância que se está procurando.

Se a substância detecta o marcador que está procurando, ela vai reagir de uma forma facilmente detectável.

Ela pode se transformar em uma cor específica, por exemplo, ou fluorescer sob luz ultravioleta.

Basta então olhar para ver o resultado.


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