Tecido artificial induz cicatrização natural da pele

Tecido artificial induz cicatrização natural da pele
No alto à esquerda, o implante dermal nanotecnológico. As outras figuras mostram esquemas dos microcanais que dirigem a formação do novo tecido e sua revascularização.
[Imagem: Ying Zheng]

Modelos dérmicos

As vítimas de queimaduras de terceiro grau e outras lesões traumáticas precisam suportar a dor, a deformação e se sujeitar a cirurgias invasivas e a um longo tempo de espera até que sua pele volte a crescer.

Pesquisadores da Universidade de Cornell (EUA) desenvolveram agora um novo enxerto de tecido que induz o crescimento vascular, fazendo com que uma nova pele saudável avance sobre a área ferida, reduzindo a necessidade de cirurgias.

A pesquisa usou uma combinação de nanotecnologia e engenharia biomolecular para criar os chamados modelos dérmicos, um enxerto ativo que induz o crescimento dos tecidos naturais.

Biomaterial

Os biomateriais são compostos de suportes de tecido com o tamanho aproximado de uma moeda de dez centavos, e com a consistência do tofu.

Eles são feitos de um material chamado de colágeno tipo 1, um biomaterial autorizado pelas autoridades de saúde e utilizado frequentemente em cirurgias e outras aplicações biomédicas.

Usando ferramentas de nanotecnologia, os pesquisadores criaram redes de microcanais no material. Esses microcanais promovem o crescimento e dirigem o tecido saudável para o local do ferimento, além de guiar o processo de revascularização do tecido.

Revascularização

"O desafio era como para promover o crescimento vascular e manter vivo e saudável esse novo tecido, conforme ele se torna parte integrante do tecido normal do paciente," explica o Dr. Abraham Stroock, coordenador da pesquisa.

Os enxertos induzem o crescimento de um sistema vascular - a rede de vasos que transportam o sangue e circulam os fluidos através do corpo - para a área do ferimento, fornecendo um modelo para o crescimento de ambos: o tecido (a derme, a camada mais profunda da pele), e os vasos.

Uma das principais conclusões do estudo é que o processo de cicatrização é fortemente dependente da geometria dos microcanais dentro do colágeno.

Com o desenho adequado dos microcanais, o tecido saudável e os vasos podem ser guiados para crescerem em direção ao ferimento de uma forma organizada e rápida.

Curativo cicatrizante

Os cientistas querem agora melhorar seus enxertos de tecidos reforçando-os com malhas de polímero.

Desta forma, eles poderão ser aplicados como curativos, atuando também como uma proteção dos ferimentos e facilitando sua aplicação.

O colágeno tipo I é biocompatível e não contém células vivas, reduzindo as preocupações sobre reações do sistema imunológico e a rejeição do modelo.


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