Finalmente uma tomografia computadorizada a cores?

Tomografia computadorizada espectral
As cores são geradas por contrastes de nanopartículas: o equipamento detecta múltiplos contrastes simultaneamente.
[Imagem: MARS Bioimaging]

Evolução dos raios X

Desenvolvidos por Wilhelm Roentgen, em 1895, os raios X mudaram a profissão médica.

Agora podemos estar na iminência de testemunhar uma revolução semelhante na própria técnica de raios X, que poderão dar um salto qualitativo.

Hoje, as imagens radiográficas - raios X, mamografia e tomografia computadorizada - ajudam a detectar doenças em seus estágios iniciais, quando o tratamento pode ser mais eficaz.

E tudo isto vem sendo feito em preto e branco.

Mesmo levando em conta os avanços notáveis na radiografia e nas imagens 3-D nos últimos anos, as diferenças entre o tecido saudável e as anormalidades podem ser difíceis de detectar quando uma imagem está apenas em tons de cinza. Infelizmente, essa detecção pode significar a diferença entre a vida e a morte ou um falso-positivo devastador.

Tomografia computadorizada espectral

Agora, uma nova tecnologia chamada tomografia computadorizada espectral está prestes a fazer sua própria revolução - o termo espectral refere-se ao espectro eletromagnético ou, em termos mais simples, às cores que a tecnologia consegue gerar.

"A tecnologia promete uma transformação da imagiologia biomédica em geral e do imageamento do câncer em particular," disse Bradley Smith, da Universidade de Notre Dame (EUA).

Embora o equipamento utilize uma tecnologia de detecção de raios X, ele é auxiliado por agentes de contraste compostos por nanopartículas para "alvejar" os biomarcadores associados com o câncer e outras doenças. Agentes de contraste individuais e tipos específicos de tecidos podem ser identificados, recebendo uma cor específica, resultando em uma imagem mais completa e mais inteligível.

Segurança dos contrastes

"A tomografia computadorizada espectral é realmente o próximo grande melhoramento da qualidade clínica da tomografia computadorizada," acrescentou o professor David Hofstra, membro da equipe.

Agora a equipe terá que demonstrar a segurança de seus novos contrastes de nanopartículas, para que as novas imagens mais precisas possam passar a ajudar no diagnóstico do câncer e outras doenças.


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