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11/11/2014

Toxina de tarântula monitora células vivas

Redação do Diário da Saúde

Sem alteração genética

A junção de uma toxina extraída de uma tarântula com um composto fluorescente produziu uma sonda capaz de monitorar a atividade elétrica de células vivas individuais.

A sonda permitiu que, pela primeira vez, os cientistas observassem visualmente os canais iônicos sem precisar modificá-los geneticamente. Os canais iônicos são proteínas que funcionam como uma espécie de poro, que permite que as células se comuniquem com seu ambiente.

Os primeiros resultados sugerem que sondas desse tipo poderão um dia ser utilizadas para mapear a atividade neuronal do cérebro humano, gerando exames com precisão molecular e eventualmente substituindo os eletrodos usados em vários experimentos.

"Esta é uma demonstração, um protótipo de sonda. Mas o mais promissor é que podemos usá-lo para medir a atividade do sistema elétrico em um organismo que não tenha sido geneticamente comprometido," disse o Dr. Jon Sack, da Universidade da Califórnia em Davis (EUA).

Toxina de tarântula monitora células vivas
As sondas sinalizam com precisão a atividade elétrica dos poros das células, os chamados canais iônicos. [Imagem: Kenneth Eum et al. - 10.1073/pnas.1406876111]

Toxina de tarântula

A sonda tira proveito da capacidade da potente toxina da tarântula para se ligar a células eletricamente ativas, tais como os neurônios.

A equipe descobriu que uma quantidade traço da toxina - muito abaixo do necessário para matar a célula - combinada com um composto fluorescente pode se ligar a um subconjunto específico de proteínas ativadas por tensão elétrica, os canais de íons de potássio de tipo KV2 usados na intercomunicação entre as células vivas.

A sonda se acende quando atinge a superfície da célula próximo ao canal iônico, e o sinal fluorescente escurece quando o canal está ativado, permitindo assim monitorar como e quando a célula se comunica, e como essa comunicação pode ser controlada por compostos químicos ou agentes externos.


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