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10/05/2013

Pesquisa brasileira descobre novo tratamento para esquizofrenia

Com informações da Agência USP

Pesquisadores brasileiros e canadenses desenvolveram um novo tratamento para a esquizofrenia.

Os medicamentos disponíveis até hoje, segundo os pesquisadores, trazem melhoras somente parciais e agem, principalmente, nos delírios e alucinações, mas possuem ação muito discreta, ou mesmo nenhuma ação, sobre outros sintomas, como os negativos e cognitivos.

Assim, a equipe começou a testar um tratamento com uma substância já conhecida, o nitroprussiato de sódio, que é utilizado para tratar a hipertensão arterial sistêmica grave.

A substância foi avaliada durante três anos em pacientes que apresentavam a fase aguda da doença, com indicação de internação e, no máximo, cinco anos de diagnóstico.

"Os resultados foram impactantes naqueles que receberam o nitroprussiato de sódio", revela Jaime Hallak, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP.

Ele conta que houve uma diminuição de todos os sintomas agudos da esquizofrenia já nas primeiras horas de infusão.

"Esses pacientes foram avaliados durante as 4 horas de infusão, depois de 12 e 24 horas, depois de 7 e de 28 dias, e continuaram com a melhora. E, o mais importante, não apresentaram efeitos colaterais. A pressão inclusive se manteve normal", comemora.

Reversão dos sintomas da esquizofrenia

O nitroprussiato de sódio é um tipo de sal que doa óxido nítrico ao sistema nitrérgico, ou seja, é um vaso dilatador que age na periferia do sistema vascular. Mas, no caso da esquizofrenia, o interesse dos pesquisadores foi na ação central (no sistema nervoso central).

Várias discussões sobre a fisiopatologia da esquizofrenia, as quais já haviam concluído pela existência de uma disfunção do sistema glutamatérgico nos portadores da doença, serviram de ponto de partida para as pesquisas, o que pesquisa parece ter confirmado.

A esquizofrenia é uma doença crônica, não tem cura e geralmente surge no final da adolescência.

A pesquisa foi realizada em conjunto com especialistas da Universidade de Alberta, no Canadá.


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