Começa teste final da vacina brasileira contra a dengue

Teve início nesta semana, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, a última etapa de ensaios clínicos da vacina tetravalente contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan.

Na ocasião, foi assinado um acordo entre o Ministério da Saúde e o Instituto Butantan que prevê investimento de R$ 100 milhões nos próximos dois anos para o desenvolvimento da vacina.

Ao todo, o governo federal se comprometeu a investir R$ 300 milhões para concluir os testes do imunizante. Além dos recursos do Ministério da Saúde, estão sendo analisados outros R$ 100 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio de um contrato da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), e R$ 100 milhões do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).

Outros R$ 100 milhões serão investidos pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) nos próximos cindo anos em pesquisa aplicada ao desenvolvimento de vacinas, soros, técnicas de diagnóstico rápido, estudos epidemiológicos (coorte) e outros temas relacionados aos vírus causadores de zika, dengue e chikungunya.

Também serão financiadas pesquisas voltadas ao controle do mosquito vetor de todas essas doenças, o Aedes aegypti.

Testes finais da vacina contra dengue

A vacina do Butantan, desenvolvida em parceria com o Instituto Nacional de Saúde dos EUA, tem potencial para proteger contra os quatro vírus da dengue com uma única dose e é produzida com os vírus vivos, mas geneticamente atenuados, isto é, enfraquecidos. Com os vírus vivos, a resposta imunológica tende a ser mais forte, mas como estão enfraquecidos, eles não têm potencial para provocar a doença.

A terceira fase de ensaios clínicos da vacina contra a dengue começa com 1,2 mil voluntários recrutados pelo HC/FMUSP - um dos 14 centros credenciados pelo Butantan para a realização dos testes, que envolverão 17 mil participantes de 13 cidades nas cinco regiões do Brasil. Dez pessoas foram vacinadas no primeiro dia.

A estimativa do Instituto é que todos os participantes estejam vacinados dentro de um ano. Os resultados da pesquisa dependem de como será a circulação do vírus, mas o Butantan acredita ser possível ter a vacina disponível para registro até 2018.

Os participantes serão acompanhados por um período de cinco anos para verificar a duração da proteção oferecida pela vacina. O acompanhamento será feito por meio de visitas programadas para coleta de amostras, além de contatos telefônicos e mensagens por celular.

Podem ser voluntários do estudo pessoas que estejam saudáveis, que já tiveram ou não dengue em algum momento da vida e que se enquadrem em três faixas-etárias: 2 a 6 anos, 7 a 17 anos e 18 a 59 anos.

Interessados também podem procurar o SAC do Butantan pelo e-mail sac@butantan.gov.br.


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