Vírus do herpes piora desenvolvimento cognitivo

Vírus da herpes piora desenvolvimento cognitivo
A reativação do vírus da herpes provoca a liberação de pró-citocinas inflamatórias, que têm sido associadas ao comprometimento cognitivo.
[Imagem: Umich]

O vírus do herpes, conhecido por produzir aftas, tem uma conexão direta com o comprometimento cognitivo em todas as faixas etárias.

A conexão foi descoberta estudando a conexão entre dois vírus do herpes latente - vírus Herpes Simplex Tipo 1 (HSV-1) e o Citomegalovírus (CMV) - e a deterioração mental entre pessoas que pertencem a três grupos de idade: 6-16 anos, 20-59 e mais de 60.

Pesquisas anteriores já haviam vinculado o HSV-1 com distúrbios neurológicos associados com o envelhecimento, incluindo doenças como Alzheimer e demência, mas poucos estudos haviam examinado se esses patógenos podem influenciar a cognição mais cedo na vida.

O HSV-1 foi associado a

  • notas inferiores em leitura e raciocínio espacial entre crianças com idades entre 12-16 anos;
  • uma menor velocidade de codificação, que é a medição da velocidade visual motora e da atenção, entre adultos de meia-idade;
  • comprometimento na velocidade de codificação, na aprendizagem e na memória, em adultos de meia-idade;
  • perda de memória imediata em adultos mais velhos.

"Se o HSV-1 começa a ter impacto na função cognitiva no início da vida, a infecção HSV-1 na infância pode ter consequências importantes para o sucesso escolar e a mobilidade social ao longo da vida," disse Amanda Simanek, da Universidade de Michigan (EUA), uma das autoras do estudo.

Citocinas

De acordo com Simanek, a reativação do vírus do herpes provoca a liberação de pró-citocinas inflamatórias, que têm sido associadas ao comprometimento cognitivo.

Citocinas são hormônios envolvidos na sinalização celular e regulação. As citocinas pró-inflamatórias desempenham um papel importante na resposta imunológica à infecção e lesão tecidual. Inflamação excessiva, no entanto, tem sido associada a vários resultados de doença crônica.

Os pesquisadores dizem que mais estudos serão necessários para examinar os caminhos biológicos pelos quais estes vírus da herpes podem impactar comprometimento cognitivo ao longo do tempo.


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