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23/02/2026 A verdade dói: Não ferir os outros é mais valorizado do que a verdade a todo custoRedação do Diário da Saúde![]()
Outras pesquisas já haviam indicado que a honestidade é mais do que simplesmente não mentir.[Imagem: Gerd Altmann/Pixabay]
Honestidade seletiva A honestidade é uma característica universalmente valorizada, e geralmente preferimos quem nos dá opiniões e pareceres honestos, percebendo essas pessoas como confiáveis e previsíveis. Além disso, tendemos a atribuir um nível mais elevado de moralidade a pessoas que se comportam de forma previsível do que àquelas que não são consistentes. No entanto, em algumas situações, um comportamento flexível pode ser percebido como mais moral do que a honestidade "rígida", por assim dizer. O que acontece é que, embora valorizemos a honestidade, também atribuímos um nível mais elevado de moralidade a pessoas que não são francas demais, às vezes até distorcendo a realidade para evitar magoar os outros. Mas isto só vale para os outros: Nós preferimos ouvir a verdade nua e crua quando o feedback nos diz respeito. Esta foi a descoberta surpreendente de dois psicólogos poloneses, Katarzyna Cantarero (Universidade SWPS) e Michal Biaek (Universidade da Breslávia), que decidiram investigar como julgamos e selecionamos quem nos dá feedback: Desde aqueles que são sempre honestos até aqueles que "suavizam a verdade" para evitar magoar o destinatário do comentário. Embora os participantes (cerca de 900) tenham tendido a atribuir notas morais mais altas a "mentirosos pró-sociais", a maioria não quer receber esse tipo de feedback quando estiver envolvido na situação. Quando se tratava de escolher alguém para avaliar o próprio desempenho, a quase totalidade preferiu alguém que fosse honesto e "falasse na lata". A situação mudou totalmente quando se tratava de uma pessoa que era apontada como tendo dificuldade em lidar com feedback negativo: Para pessoas emocionalmente sensíveis, a maioria preferiu escolher alguém que as acolhesse e desse retornos que as mantivessem motivadas, relativizando o valor da verdade nua e crua. Segundo os dois psicólogos, esta descoberta sugere que a honestidade a todo custo é um mito, e que tipicamente acreditamos que não existe uma estratégia de feedback universal e ideal em relacionamentos interpessoais: As pessoas valorizam a capacidade de responder às necessidades emocionais de outra pessoa e adaptar a comunicação a elas, dependendo do contexto social, mesmo quando isso exija abrir mão da verdade claramente exposta. Em outras palavras, ferir os outros com palavras é considerado menos moralmente aceitável do que simplesmente falar a verdade sem levar em conta a suscetibilidade do outro. Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br URL: A informação disponível neste site é estritamente jornalística, não substituindo o parecer médico profissional. Sempre consulte o seu médico sobre qualquer assunto relativo à sua saúde e aos seus tratamentos e medicamentos. |
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