21/01/2020

Calor da bondade leva a mais caridade do que o altruísmo

Redação do Diário da Saúde
As pessoas que acreditam em carma são mais suscetíveis a se envolver em atos de bondade - desde que o pedido seja feito da forma correta.[Imagem: UCR]

Como pedir doações para a caridade

Acenar com um aconchegante "calor interior" gerado pela ação caridosa pode ser mais eficaz do que enfatizar a importância de ajudar os outros quando o assunto é convidar pessoas para ajudar em obras filantrópicas.

Estudando um programa de caridade no Alasca, pesquisadores descobriram que as pessoas que receberam correspondências apelando para o seu senso de self foram mais propensas a doar do que aquelas que receberam mensagens apelando ao puro altruísmo.

Este resultado é sustentado por outras pesquisas, que já mostraram que o "calor da bondade" é real e aparece no cérebro.

Os pesquisadores fizeram uma parceria com um programa conhecido popularmente como "Escolha.Clique.Doe", que incentiva os moradores do Alasca a doar uma parte do dividendo anual que todos recebem pelas receitas da produção de petróleo do estado.

Durante a campanha de marketing que precede o período de doação, os pesquisadores designaram aleatoriamente 541.000 indivíduos em três grupos: um grupo controle e dois grupos de tratamento, que receberam correspondências diferentes, incentivando-os a doar.

Uma das mensagens apelava ao senso de self (si mesmo) dos leitores ("Aqueça seu coração"), enquanto a outra destacava a importância de ajudar os outros ("Faça o Alasca melhor para todos").

Calor da bondade

A mensagem mais pessoal - apelando para o "calor da bondade" que as pessoas sentiriam após doarem - foi a que fez a diferença.

Observando mais de US$ 3,1 milhões das doações resultantes - mais de 26.000 pessoas dos três grupos fizeram doações -, os pesquisadores constataram que aqueles que receberam a mensagem "Aqueça seu coração" foram aproximadamente 4,5% mais propensos a doar - se parece pouco, isso deu quase US$ 140 mil a mais.

Esses indivíduos também fizeram doações médias quase 20% maiores do que as do grupo de controle.

"Descobrimos que as mensagens são importantes. Mais especificamente, quando apelamos para o valor que o doador colherá, as pessoas deram mais do que quando apelamos para como os dólares ajudarão os destinatários. Esse resultado nos surpreendeu, mas é totalmente condizente com o modelo de doação 'aqueça seu coração': as pessoas doam em parte porque se sentem bem com o ato de doar," disse o professor John List, da Universidade de Chicago.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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