13/02/2020

Crianças precisam aprender gratidão, mas vingança elas nascem sabendo

Redação do Diário da Saúde
Crianças precisam aprender gratidão, mas vingança elas nascem sabendo
Ao contrário do ditado popular, a vingança não é doce. Já a gratidão tem poderes além do que imaginamos.[Imagem: Akseli Gallen-Kallela/Wikimedia]

Vingança e egoísmo nas crianças

A vingança parece surgir naturalmente nas crianças pequenas, que são rápidas em revidar qualquer sensação de prejuízo.

Já expressar gratidão é algo que não surge de forma assim tão natural.

"Em nossa série de experimentos, pensamos que veríamos as crianças apresentarem reciprocidade direta positiva - a tendência de retribuir aqueles que as ajudaram - desde idades muito novas. Não foi o que aconteceu. As crianças em idade pré-escolar não mostraram quase nenhuma consciência de que deveriam retribuir favores," disse a professora Nadia Chernyak, da Universidade da Califórnia em Irvine (EUA).

Nos experimentos, as crianças brincavam "dando" e "roubando" em jogos de computador, interagindo com quatro avatares que elas pensavam serem outras crianças brincando. Na versão de doação, todos os outros receberam um adesivo, deixando a criança que estava jogando sem um até que outro jogador desse o seu para ela. Na versão de roubo, a criança começava com um adesivo, que um dos outros jogadores então roubava dela.

Na fase seguinte do jogo de doações, a criança recebia um segundo adesivo que poderia dar a qualquer um dos quatro avatares. No jogo de roubo, os outros jogadores tinham adesivos e a criança tinha a oportunidade de tirar um adesivo de um deles.

Ensinar gratidão pelo exemplo

A ideia era saber se as crianças dariam seu segundo adesivo ao jogador que havia dado um para elas antes, ou se elas roubariam do jogador que havia roubado delas.

A segunda opção foi a que mais ocorreu: As crianças estavam ansiosas para retaliar, mas não se preocupavam em devolver um favor. O comportamento foi o mesmo em crianças maiores, com sete anos de idade e até mais.

"As crianças pequenas podem não ser naturalmente mesquinhas; elas simplesmente não conhecem a regra. Seus princípios parecem um pouco diferentes dos dos adultos. São necessários alguns componentes cognitivos, além da exposição a normas sociais relevantes para sua cultura, para aprender como navegar no mundo.

"Se o objetivo é fazer com que as crianças demonstrem gratidão, devemos aproveitar as oportunidades para apontar e discutir com elas casos em que outras pessoas estão apresentado esse comportamento desejado," diz Chernyak.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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