19/02/2026

Horário e cardápio do jantar são determinantes no controle do diabetes

Redação do Diário da Saúde

Jantar na hora certa

Uma pesquisa internacional revelou que a última refeição do dia é um fator decisivo na regulação da glicose em jejum na manhã seguinte.

Diana Rizzolo e colegas da Universidade da Catalunha (Espanha) demonstraram que tanto o horário quanto a carga de carboidratos consumidos à noite impactam diretamente os níveis de açúcar no sangue, algo que pode ser a chave para evitar que indivíduos com pré-diabetes desenvolvam a forma crônica da doença.

A regulação da glicose durante o sono é fundamental para garantir que os níveis matinais estejam em seu ponto mais baixo e saudável. Em pessoas com disglicemia (níveis anormais de açúcar), esse equilíbrio é frequentemente rompido, mas pouco se sabe sobre como o comportamento alimentar noturno produz seus resultados no dia seguinte.

Para isso, os pesquisadores acompanharam homens e mulheres, entre 50 e 75 anos com sobrepeso e pré-diabetes, utilizando monitores contínuos de glicose para medir as variações em tempo real. Os pesquisadores identificaram três pilares fundamentais para a regulação glicêmica noturna:

  • Conteúdo nutricional: O consumo excessivo de carboidratos no jantar dificulta o controle da glicose durante a noite.
  • Horário: Refeições realizadas tardiamente prejudicam a capacidade do corpo de estabilizar o açúcar antes do amanhecer.
  • Sensibilidade individual: A resposta glicêmica varia conforme a sensibilidade à insulina de cada paciente e seu cronotipo (se a pessoa tem maior disposição matutina ou noturna), sugerindo que o relógio biológico interno dita o metabolismo da glicose.

Nutrição de precisão

A descoberta abre caminho para uma nutrição de precisão, permitindo que médicos e nutricionistas ofereçam recomendações personalizadas para seus pacientes, em vez de dietas genéricas.

Isto poderá incluir:

  • Ajuste personalizado: Personalização da ingestão de carboidratos e calorias no jantar com base na sensibilidade à insulina e no perfil circadiano do paciente.
  • Monitoramento em tempo real: Uso de sensores contínuos e inteligência artificial para monitorar a resposta pós-prandial e ajustar tratamentos farmacológicos ou dietéticos de forma imediata.
  • Jejum biológico: Implementação de algoritmos que medem o tempo real de jejum biológico, servindo como um novo marcador de saúde metabólica para prever riscos e evitar a progressão da diabetes.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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