08/06/2022

Quanto tempo dura a proteção da vacina contra a covid-19?

Redação do Diário da Saúde
Quanto tempo dura a proteção da vacina contra a covid-19?
Um problema ainda maior para o fim da pandemia está na resistência à vacina contra covid.[Imagem: Arek Socha/Pixabay]

Duração da proteção da vacina contra covid

A proteção contra a covid-19 sintomática começa a diminuir após apenas um mês da vacinação inicial, enquanto a imunidade contra a covid-19 grave permanece alta por cerca de seis meses.

A conclusão é resultado de uma análise dos dados de 7 milhões de pessoas vacinadas e não vacinadas, que receberam doses das vacinas contra a covid-19 da Pfizer-BioNTech, Moderna ou Johnson & Johnson.

Por meio de uma revisão sistemática e de uma meta-análise, os pesquisadores examinaram 18 estudos científicos revisados por pares publicados de dezembro de 2019 a novembro de 2021, antes do surgimento da variante ômicron.

Os dados mostram que as vacinas forneceram proteção significativa contra a covid-19, sobretudo na forma grave, mas a eficácia diminuiu rapidamente com o tempo.

Após a vacinação completa, a imunidade contra a infecção por covid-19 diminuiu de 83% após o primeiro mês para 22% após cinco ou mais meses.

Pessoas totalmente vacinadas foram definidas como aquelas que receberam duas doses das vacinas Moderna ou Pfizer ou uma dose da vacina Johnson & Johnson. Não foram incluídos dados sobre vacinas de reforço.

Pior resultado para os mais velhos

Os pesquisadores afirmam que as vacinas permaneceram 90% eficazes contra a covid grave por até seis meses. No entanto, a proteção foi menor (74%) para pessoas que receberam a vacina Johnson & Johnson.

Além disso, a imunidade contra a covid-19 diminuiu mais rapidamente para pessoas com 65 anos ou mais, independentemente da vacina que receberam, o que é preocupante por ser esse grupo etário o de maior risco ante as formas graves da doença.

"É reconfortante ver que os indivíduos vacinados contra a covid-19 mantiveram forte proteção contra hospitalização e morte ao longo do tempo, mesmo quando a eficácia contra a infecção diminuiu," disse a Dra Catharine Paules, da Universidade do Estado da Pensilvânia (EUA). "São necessários mais dados específicos para a proteção contra a variante ômicron."

Os pesquisadores observam que um alto grau de variação em fatores como o projeto dos diversos estudos científicos analisados, a duração do acompanhamento dos pacientes, a localização geográfica e tipos de vacina e de variantes do vírus podem ter influenciado os resultados.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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