Ácaros espalham-se pelo mundo e complicam diagnóstico de alergias

Ácaros globalizam-se e complicam diagnóstico de alergias
Imagem feita em microscópio eletrônico de varredura, com ampliação de 270 vezes, de um ácaro da poeira doméstica mais comum nos EUA, o Dermatophagoides farinae.
[Imagem: Ellen Foot Perkowski]

Ácaros viajantes

A globalização parece ter chegado aos ácaros e às alergias que eles causam.

Os ácaros da poeira doméstica são culpados por causar reações alérgicas em mais de 65 milhões de pessoas no mundo todo. Eles prosperam nos colchões, sofás e tapetes até mesmo das casas mais limpas.

Mas também parecem não se importar em fazer viagens de avião.

"Os ácaros da poeira doméstica podem facilmente se deslocar nas roupas, na pele, na alimentação e na bagagem de um passageiro," relata o Dr. Pavel Klimov, da Universidade de Michigan (EUA), cuja equipe mostrou que os ácaros domésticos estão se espalhando pelo mundo.

"Como os seres humanos, eles usam as viagens aéreas para visitar lugares novos, onde estabelecem novas populações, expandem o alcance e interagem com outros organismos através de vários meios," acrescenta Klimov.

Populações de ácaros

As viagens aéreas parecem explicar bem os resultados do estudo genético que mostrou conexões entre as populações dos ácaros da poeira doméstica em lugares tão distantes quanto os Estados Unidos e o Paquistão.

A equipe encontrou mutações genéticas compartilhadas pelos ácaros que demonstram uma propensão das criaturas de oito patas para se dispersarem pelo mundo todo.

"Nossos resultados sugerem que as populações do ácaro são, na verdade, ligadas através da migração em todos os continentes, embora as diferenças geográficas ainda possam ser detectadas," disse Rubaba Hamid, principal autor do estudo. "Cada vez que um ácaro migra com sucesso para um lugar novo, ele traz sua própria assinatura genética que pode ser detectada na população residente muito tempo depois da migração."

Implicações para o diagnóstico das alergias

Segundo a equipe, esses resultados têm grande implicação nos exames de alergia, já que as proteínas usadas nesses testes podem não estar levando em consideração as mutações genéticas introduzidas pela chegada dos "ácaros estrangeiros".

"Precisamos ter uma ideia melhor sobre a diversidade das proteínas alergênicas em todo o mundo, e particularmente nos Estados Unidos, destino de tantos países," concluíram os pesquisadores.


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