Acesso a prontuário médico pelo celular começa a ser testado

Dados médicos à distância

A Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, acaba de implantar um projeto-piloto para testar a viabilidade do uso do smartphone (celular com funcionalidades avançadas) na verificação de dados de prontuários médicos junto ao leito dos pacientes internados.

O projeto foi iniciado com a colaboração dos professores Ajith Kumar Sankarankutty e José Sebastião dos Santos, do Departamento de Cirurgia e Anatomia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. Eles estão testando o software nas enfermarias do décimo andar do Hospital.

O objetivo é verificar a capacidade de alcance e de eficiência dos equipamentos de comunicação móvel como o telefone celular, que fazem conexão com os computadores do hospital por meio de uma rede sem fios.

Consulta de exames pelo celular

Segundo o diretor do CIA, Wilson Moraes Góes, "o objetivo é dar mobilidade aos médicos no acesso às informações dos pacientes, mas inicialmente o sistema se restringe a consultar exames dos respectivos pacientes".

Depois de demonstrada a eficiência do sistema os equipamentos poderão ser um recurso adicional ao uso dos microcomputadores que ficam instalados nos corredores das enfermarias e que são usados para que os médicos consultem os prontuários dos pacientes.

"Queremos viabilizar a consulta dos resultados na beira do leito, ou seja, o médico em contato direto com o paciente, com o celular na mão acessando os resultados dos exames", ressalta o diretor do CIA. "A meta é equipar todos os pontos estratégicos do hospital com a rede sem fios para que os médicos utilizem estes equipamentos móveis de comunicação, que não se restrinjam apenas aos telefones celulares".

Outros aparelhos portáteis

O sistema não necessita de conexão com a Internet e o planejamento prevê que os médicos possam utilizar o celular, palm top ou notebook.

A fase de testes terá prazo de um mês e, depois de aprovado, o sistema também vai necessitar de investimentos na expansão da rede sem fio que atualmente funciona apenas em alguns pontos isolados do Hospital.

Segundo Wilson Góes, poderá haver limitações relacionadas ao tamanho de duas polegadas do visor do celular. "Vai existir um cuidado de portar as informações para um novo formato, mais deficitário se comparado a um monitor de 17 ou 19 polegadas", observa.

Redução dos papéis no hospital

Um dos usuários do novo equipamento, o professor Ajith Kumar Sankarankutty, considerou excelente a possibilidade de acessar informações do prontuário médico do paciente pelo aparelho de comunicação móvel que utiliza a rede sem fio. "Esta tecnologia é excelente para facilidade de acesso às informações e inclusive reduzir a quantidade de papel que é usado no Hospital e deve economizar espaço em termos de arquivo médico", aponta.

Sankarankutty acrescenta que a tecnologia pode proporcionar mais segurança em razão da possibilidade de acesso à informação computadorizada junto ao leito do paciente. Segundo o professor, o projeto-piloto é um primeiro passo de um processo que prevê a introdução de todos os dados do prontuário eletrônico do paciente. Para José Sebastião Santos, o equipamento de comunicação móvel pode "agilizar a tomada de condutas, porque é um dispositivo que permite um acesso mais rápido às informações".


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